domingo, 16 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
Tristeza de fim de ano
VIDA QUE SEGUE
Sersank
Vira a noite para o Ano Novo.
É a mesma de ontem.
O dia virá.
Vai cantar o galo
ao amanhecer.
Seu canto será o de sempre
à espera do vir a ser.
Acordaremos
muitos de nós de ressaca
esperando por milagres
que nunca virão.
Há milhões em penúria.
Desempregados
em sérios dilemas
caminham sem teto.
Nações e povos se digladiam.
Violências explodem
gerando conflitos.
O mundo tornou-se uma bomba.
Sabe Deus o terror do pavio
que a celerada fome do ouro
nele instalou.
Logo, toda a luz dessa esperança acesa
na grande noite do último dia,
faz-se de volta
simples candeia.
Enfim,
o feliz ano novo
que desejamos a todos
pode não acontecer.
Talvez possa resumir-se
na felicidade relativa
de nos sabermos
presentes ainda
neste mágico
recanto cósmico
em que distantes de tudo
aprendemos com a natureza
a ter e demonstrar
amor pela vida.
A história humana
é o livro do esplendor contraditório
que pode nunca ter fim.
Os pobres deserdados deste mundo
ajudamos a escrevê-la.
E ela há de seguir seu curso
por muito tempo
assim.
Londrina,
31 de dezembro de 2019
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Novos Poemas de Sersank
Sergio de Sersank, cidadão comum, cosmopolita, é poeta, pensador e ativista digital de esquerda.
sábado, 30 de novembro de 2019
Natureza
O NINHO
Imagem do gooogle disponível em
Junto ao poste, em minha rua
mamãe Bem-te-vi fez ninho.
Mas hoje, que dor a sua:
caiu o bem-te-vizinho.
Começava a anoitecer.
A lua já se avistava.
Mãe Bem-te-vi a sofrer
por ele, triste, cantava.
Sem o namorado, agora,
perdera a noção da hora
teimava em deixar o fio.
Por fim, parou de cantar,
deixou-se triste a voar
e o ninho ficou, vazio.
Sersank, 30nov2019
(Do livro “Novos Poemas de Sersank”)
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Sergio de Sersank, cidadão comum, cosmopolita, é poeta, pensador e ativista digital de esquerda.
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
Poema de amanhecer
Art by Khosrow Amirazodi
NOITE
Sersank
Novembro.
Céu com nuvens
densas
estrelas a
contar nos dedos
luar ausente.
Pequeno avião passa
piscando luzes
perde-se logo de
vista
e me deixa a
sensação de ter em vão perdido a vida
a ansiar por
vitórias no mundo.
Acrisolado em
meu corpo
o ser cósmico
respira.
Todo o amor deste
mundo
parece morrer
nesta noite sem
lua.
A vontade imensa
de imergir na
fornalha do sol
me estremece
faz-me ver que
sob os pés
e diante dos
olhos
tenho todas as
maravilhas
mas sobre os
ombros
sistemas
regimes
seus contrastes
e dores.
No céu essas
nuvens densas.
Não há discos
voadores
nada em que
acreditar.
Londrina, 25nov2019
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Novos Poemas de Sersank
Sergio de Sersank, cidadão comum, cosmopolita, é poeta, pensador e ativista digital de esquerda.
domingo, 6 de outubro de 2019
LIVROS
LIVROS DOUTRINÁRIOS
DE SERGIO FERNANDES ALEIXO
Recentemente
tive a ventura de receber, com preciosos autógrafos, alguns livros doutrinários
do renomado escritor, pesquisador e palestrante espírita Sergio Fernandes Aleixo. Já o admirava, desde os tempos em que
começou a escrever ainda bem jovem (anos 90) no periódico “A Voz do Espírito”, de São
José do Rio Preto (SP), órgão mantido pelo Grupo
Espírita Bezerra de Menezes. Foi um
“presentaço” dele, não sei como devo retribuir.
Devo
dizer que os li com o mais vivo interesse. Porque não são livros para se ler apenas
e depois guardar na estante, onde vão ficar esquecidos. São livros para estudo
contínuo. Elucidam, com fortes argumentos e sólido conhecimento doutrinário,
questões profundas da existência humana e controvérsias lamentavelmente ainda
existentes em relação a pontos importantes da Codificação Kardeciana,
especialmente no tocante à estranha teoria do “Corpo Fluídico de Jesus”, consubstanciada na obra de J. B.
Roustaing, (“Os Quatro Evangelhos” – A
Revelação da Revelação) defendida desde sua fundação até recentemente pela Federação Espírita Brasileira. A
propósito, ao que tudo indica, por força das improdutivas e desnecessárias dissidias
que provocou no Movimento Espírita, esta obra tende a desaparecer do Catálogo
Geral dos livros editados por aquela centenária instituição espírita. Esperamos
que isso deveras aconteça.
Sergio Fernandes Aleixo, vai porém, ainda mais longe em suas didáticas e
produtivas obras. Exegeta, avança pelo Antigo e Novo Testamentos para um destemido
encontro com o “Espírito das Revelações”.
E numa síntese que eu diria perfeita, com esteio nos lúcidos estudos e
constatações de Allan Kardec, aclara os “Fundamentos
da Relação entre o Espiritismo e o Cristianismo do Cristo”, onde destaca o
ideal kardeciano de restauração do cristianismo primitivo, comprovando que a figura do Espírito de Verdade se
identifica com a do próprio Cristo a trabalhar diretamente com Kardec na tarefa
de constituição da Doutrina Espírita.
Em
“O Mais Profundo Religar”, com
prefácio do Médico Psiquiatra escritor e expositor do ICEB-Instituto de Cultura Espírita do Brasil, Jorge Andréa dos Santos, com a segurança de
quem conhece profundamente a obra de Allan Kardec, o Professor e Pesquisador Sergio Aleixo nos traz em visão
panorâmica os “Fundamentos Históricos e
Conceituais do Espiritismo”. Livro lindíssimo.
Na
obra “Com quem falaram os profetas?”,
um livro de perguntas, mas de muitas respostas e que, a meu ver todos os
evangélicos e católicos deviam ler, até para se auto abastecerem de conteúdos
novos e indispensáveis na interpretação dos fatos bíblicos narrados, o autor
traz à evidência os “Fundamentos
Bíblicos da Fenomenologia Espírita” esclarecendo que os profetas não
falavam diretamente com Deus, mas com intermediários d’Ele. Inclusive, Moisés. Aliás,
Deus está tão acima dos homens que seria vã pretensão de qualquer mortal
terráqueo ter o privilégio de falar com Ele. É claro que vão me objetar, com
sua multidão de aloprados seguidores, os Senhores Waldemiro Santiago, R.R.
Soares, Edir Macedo, Silas Malafaia e outros tantos pastores (e enganadores)
que se autoproclamam “Procuradores de Deus”.
Carioca,
Sergio Fernandes Aleixo (19out1970)
graduou-se e se licenciou em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa pelas
Faculdades de Letras e de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(1990-1995). De família lusitana, foi católico até os dezoito anos quando leu,
de Allan Kardec, “O Livro dos Médiuns”.
Abraçando a causa, estudou a fundo o Espiritismo, se fez pesquisador,
palestrante e escritor. Integra desde 1996 o quadro de expositores do ICEB e da
AD-RJ, a qual presidiu.
Num
de seus importantes livros, como forma de homenagear um dos maiores líderes e
escritores espíritas recentes, o Professor e filósofo José Herculano Pires, falecido em 9 de março de 1979, Sergio
Aleixo brindou-nos com “O Metro que Melhor Mediu Kardec”.
Aliás, o título faz referência a uma citação de Emmanuel, pela mediunidade de
Chico Xavier.
Quero
ainda falar, em sequência, dessa obra monumental de sua lavra: “O que é o Espiritismo” - um marco na literatura espírita contemporânea
– (tem o lindíssimo, profundo e bem fundamentado prefácio da não menos
admirável escritora e pesquisadora espírita Dora Incontri.)
Nesta
sumária exposição analítica do Espiritismo em seu tríplice aspecto (Ciência,
Filosofia e Religião), o autor em linguagem simples, faculta ao leitor o
entendimento de questões relacionadas à mediunidade, à reencarnação, ao
Evangelho, patenteando que o Espiritismo “é uma doutrina que abrange todo o
conhecimento humano, acrescentando-lhe as dimensões espirituais para a
visualização da realidade total.”
Por
último gostaria de registrar que o livro “O
Primado do Espírito”, do lúcido escritor Sergio Aleixo, eu o li de um fôlego, durante doze horas sucessivas,
repassando páginas e confrontando citações e referências, enquanto me restabelecia
de uma cirurgia abdominal. É um verdadeiro tratado sobre a necessidade de o
Movimento Espírita Brasileiro primar pela pureza doutrinária das obras que se
publicam. O autor distingue a verdadeira Metodologia Espírita, adotada e
transmitida por Kardec aos espíritas do mundo. Adverte quanto à aceitação e divulgação, até
por conceituados líderes espíritas de teorias e concepções incompatíveis com
ensinamentos dos Espíritos Superiores, sob a égide de Jesus (O Espírito da
Verdade).
Também
o cisma roustanguista, bem como as teorias estapafúrdias de J. B. Roustaing em
sua obra “Os quatro Evangelhos”, há muitos anos divulgada pela FEB- Federação
Espírita Brasileira, são nesta obra original, devidamente enquadrados e com
lisura e sensatez devidamente rechaçados.
Sergio Fernandes Aleixo (18/10/1970) publicou pela Editora Lachâtre os
títulos: Reencarnação (1999), “Com quem falaram os profetas?” (2000),
“O Espírito das Revelações” (2001) E
“O Mais Profundo Religar” (2003).
Pelo
Centro Espírita Leon Denis publicou: “Meu
novo nome” (2003).
Pela
Editora Nova Era nos brindou com “O Que
É O Espiritismo” (2003).
Pelo
Grupo de Estudo, Ética e Cidadania deu a lume a obra “O Espiritismo Perante a Bíblia” (2009).
E
pela ADE (RJ) – Associação de Divulgadores do Espiritismo, “O Primado de Kardec” (2011).
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RESENHAS DE SERSANK
Sergio de Sersank, cidadão comum, cosmopolita, é poeta, pensador e ativista digital de esquerda.
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
Homenagem a Batuíra
Túmulo de Batuíra
Inscrição na
Lápide
Sergio de Sersank
Não creias tudo acabe sob a lousa fria
da terra que recobre os despojos carnais.
Nada sabe de Deus quem supõe “fantasia”
o haver vida abundante nos planos astrais.
Fita os astros no espaço. Ouve, que sinfonia!
Ciclos e mutações em pautas magistrais.
É a razão quem nos fala da Sabedoria
que sustém o universo e nos fez imortais.
Retrocede no tempo. O Evangelho do Mestre.
Redivivo, Ele torna ao cenário terrestre
e se faz a Esperança nos lares da dor.
Ergue os olhos ao céu d’onde todos provimos:
viajores do tempo, no espaço seguimos
para a glória da
luz e as benesses do amor.
(Soneto
classificado em 1º lugar no I Concurso de Poesia da ARTE
POÉTICA CASTRO ALVES,
de São Paulo (SP) em abril de 1991.)
....................
UM ESPÍRITA E ABOLICIONISTA
BATUÍRA
“Se há uma figura na sociedade paulistana que mereceria
muito mais destaque, esta figura é Antônio
Gonçalves da Silva, o popular Batuíra.
Nascido em Portugal em 1839, foi um homem de incrível personalidade. Depois de
passar pelo Rio de Janeiro e por Campinas, fixou residência em São Paulo, onde
adquiriu diversos lotes de terra na região onde hoje está a rua Lavapés. Figura
incrível, foi entregador de jornais (Correio Paulistano), fabricante de
charutos e dono de teatro. Mas destacou-se principalmente pela figura bondosa
que era ao acolher escravos fugidos em sua propriedade, o qual só os deixava
partir se alforriados pelos seus senhores, e também por sua notável dedicação
ao Espiritismo.
Amigo
de Azevedo Marques, conseguiu com ele a experiência necessária para em 1890
lançar o jornal “Verdade e Luz”, a primeira publicação dedicada ao Espiritismo
em São Paulo, e que na época conseguiu a façanha de ter uma tiragem de 5 mil
exemplares. No final da vida abriu mão de todos os seus bens para os mais
pobres e sua casa abrigou a instituição beneficente “Verdade e Luz”.
Posteriormente em sua homenagem a rua onde morava foi batizada de Rua Espírita,
que existe até os dias hoje. Batuíra
viria a falecer em 22 de janeiro de 1909 e curiosamente está sepultado bem
próximo de seu grande amigo em vida, Joaquim Roberto de Azevedo Marques.”
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POEMAS DE SERGIO DE SERSANK
Sergio de Sersank, cidadão comum, cosmopolita, é poeta, pensador e ativista digital de esquerda.
domingo, 29 de setembro de 2019
Ao anoitecer
Sergio de Sersank
Céu em
sombras, sem estrelas.
Lua
triste, esmorecida.
Ouço o
sino do meu peito,
ouço-lhe
a fraca batida:
“No lago
em que te contemplas
nunca
mais serás visível.
Em
breve o teu Universo
irá
sumir-se contigo.”
Fantasmas
de rostos tristes
talvez
comentem: “- Por que
a
morte ainda aflige tanto
se
precisamos morrer?”
Há
outras humanidades
no
Cósmico Pensamento?
Bilhões
de estrelas distantes
já se
apagaram no tempo.
Se
existem, são como somos,
gente
em busca do saber.
E
vivem como vivemos:
escravos
de algum poder.
Importa
se irão findar-se?
Vivem,
apenas vivem
como
árvores e peixes
e
borboletas azuis...
Quem
há de entender os planos
dos
deuses que nunca vêm?
Se
estamos sós no Universo
por
que há de fazer-se o bem?
Assim
como os dias trazem
manhãs
de sol e de chuvas
há de
o mistério da vida
levar-nos,
vidas além?
Londrina, 11jan2017
A gente não muda muito,
não difere tanto dos jovens que um dia fomos. O tempo nos desfigura, mas o que
sentíamos em relação ao mundo, ao que sonhávamos, permanece sempre vivo em nós.
(Sersank)
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Novos Poemas de Sersank
Sergio de Sersank, cidadão comum, cosmopolita, é poeta, pensador e ativista digital de esquerda.
Coisas da Infância
CANTIGA DE REVOAR
Sergio
de Sersank
Ouço, quieto, os
passarinhos
que
o dia sabe sem muros.
Falam-me de seus
ninhos,
planícies, frutos maduros.
Se a noite lhes foi
de agruras
sob vento e chuva
fria,
eis que pleno de
aventuras
o sol lhes abre
outro dia.
Imune às leis do
Destino,
nos meus voos de menino,
também mil proezas
fiz!
O céu sob os pés,
sem medo,
bem conhecia o
segredo
de ser, como eles,
feliz!
Londrina, 28 de junho de 2013
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Novos Poemas de Sersank
Sergio de Sersank, cidadão comum, cosmopolita, é poeta, pensador e ativista digital de esquerda.
terça-feira, 24 de setembro de 2019
Um pouco de nostalgia
Autor desconhecido
ODE AOS MEUS PÉS
(Relembranças)
Sersank
Nesta noite em que me via
mais só do que nunca
em que nem a música do
rádio
a paz da lua cheia
ou as estrelas no céu sem
nuvens
afastavam-me a melancolia
-
esse gosto de licor amargo
que sempre quis evitar -
deixei a janela de vidro
sentei-me no leito hospitalar
e estou agora a tocar os
meus pés.
Dão-me notícias
de dias há muito
arrancados
ao calendário dos anos:
trilhas
pastos plantações pomares
estilingue no peito
estradas boiadeiras
vendas vales valetas
pontes e rios.
Recordam-me esquinas
cobertas de grama
peladas de futebol
pedras e chinelos
demarcando
limites ao gol.
Dias de pipas ao vento
de andar pelas ruas com
pernas de pau
carrinhos de rolimã
jogos de malhas nas ruas
vermelhas
bola a doer nas queimadas
pulos de amarelinhas,
batidas de bets
partidas de bochas
pião bilboquê burquinhas.
Dias festivos:
quermesses
corridas de saco
pau-de-sebo
banhos de rio.
Velhos e sofridos pés.
Lembram-me a escola
primária -
o edifício amarelado
de muros altos que não me
continham
e onde a “Cartilha Suave”
do ler e escrever
descortinou-me o mundo.
Saudade: aquelas manhãs de
frio
o leite quente em casa
o pão de forno caseiro.
As aulas de Dona Filinha
inesquecível amiga:
ela toda atenção e carinho
e sempre um moleque ou
outro
na sala querendo briga.
Enquanto corríamos doidos
os meninos
no recreio
ouvia a cantiga no pátio:
“Ciranda,
cirandinha,
vamos todos
cirandar
vamos dar a meia
volta
volta e meia
vamos dar.”
......
Ventura tocá-los ainda.
Estes pés rebeldes
cansados
já não se atrevem a colher
mangas nos quintais vizinhos
mas me devolvem a grata magia
de viver sem pressa.
......
À luz de um poste
fraquinha
ouço meninas e meninos.
Tento revê-los, um a um,
nos toscos bancos de
madeira
os pés se tocando,
a empurrões e risadas.
Noites de lua (folguedos):
passa-anel
rei-rainha
pique-salva
garrafão.
Noites escuras e frias (o
medo):
Tempos de afrontamento
às almas penadas das ruas
e a gente contando
causos de assombração.
.......
Perdi como perdemos
ao calendário dos anos
a infância
aquelas tardes de chuva
fina molhando a roupa
seus dias plenos de sol.
.......
Meus pés. Estes pés. Tentativas
nem sempre bem sucedidas
de varar o pano dos circos.
Entradas triunfais no
salão do cinema.
Passos a dois no primeiro namoro.
Passeios na praça da
Igreja.
Estes mesmos pés no trabalho
duro
mal remunerado
e em fuga da escola.
Meses de vadiagem
dificuldades sem fim.
O filho do sapateiro,
queria ganhar o mundo
e o tempo a girar
continuamente
na ampulheta dos dias
fazia-me pescador que
volta
sem peixe, ao cair das tardes.
Vieram lutas e lutas
ao longo da trajetória.
Um casamento acabou-se
ainda na mocidade.
O outro consolidado
na madureza, perdura.
Filhos nasceram, cresceram
e - partes dessa aventura
-
deram-me netos, abriram
outros, melhores destinos.
Sabem estes pés
de envelhecidos sonhos
do menino que sou.
Agora -
chegada a vez de
transpassar
a nebulosa ponte
que de tudo nos separa -
certo estou de retomar roteiros
em que não mais me serão
necessários
e assim como de tudo me
despeço
digo adeus aos meus pés.
Devo-lhes muito.
Sangrando nas sendas de
pedra
trouxeram-me ao tempo
que ansiava viver.
Afastam-me agora a
tristeza.
Dão-me a certeza
de que sob as asas da alma
Não param. Não podem
parar.
Aos píncaros mais altos da
existência humana
meus pés
meus velhos, sofridos pés,
hão de, por certo, chegar.
Londrina, 20 de setembro de 2019.
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Novos Poemas de Sersank
Sergio de Sersank, cidadão comum, cosmopolita, é poeta, pensador e ativista digital de esquerda.
sábado, 21 de setembro de 2019
SAUDAÇÃO À PRIMAVERA
SETEMBRO
(Minha primeira
poesia publicada, escrita aos 17 anos)
Setembro. O inverno termina.
Há flores desabrochando
e pássaros chilreando
nas árvores do pomar.
O céu, diáfano, azul,
tem algo a mais que extasia.
A natureza irradia
cantigas do verbo “amar”.
O mundo se modifica
e exibe ao sol suas cores.
Nos bosques há mais olores,
nas cidades – mais bonança!
De verde estampam-se os prados
e eis de volta a primavera,
prenúncio da nova era
para a qual a gente avança.
Setembro. Mês de sorrisos!
No riacho que desliza,
ao tênue sopro da brisa
e em tudo há versos de amor.
Só os insensíveis não notam
nesses toques de beleza
a oblação da natureza
à glória do Criador.
Setembro... A história, os anseios
dos heróis da Inconfidência!
O grito da independência,
O verde-louro pendão!
Brasil! ... Nossa brava gente
que sofre e trabalha duro
para colher no futuro
os trunfos da redenção! ...
Setembro... Um mês mais que os
outros
repletado de saudade,
recorda a felicidade
de outras vidas que vivi.
Me diz de amizades caras
que espero, um dia, rever
porque me resta dizer:
em setembro renasci...
Florestópolis, 3 de setembro de 1970.
(Poema publicado no periódico espírita “O Imortal” da cidade de Cambé-PR,
em setembro de 1972)
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Sergio de Sersank, cidadão comum, cosmopolita, é poeta, pensador e ativista digital de esquerda.
quarta-feira, 17 de julho de 2019
Poema para dormir
Imagem disponível no Google
Meditação
(Sonetilho
invertido)
Pesa-me a noite nos
olhos,
somada a outras
perdidas
sob lâmpadas acesas.
Aprisionado no
peito
entre colchas
aquecidas
um turbilhão de incertezas.
um turbilhão de incertezas.
Apago as luzes
do quarto.
Penso um momento
em Jesus,
nos vultos todos
que estamos
cravados em sua
cruz.
Como avançar
para a noite
da nossa
consumação
sem compreender
que sem Ele
a vida perde a
razão?
Sersank, 17 jul2019
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COMENTÁRIO DE ISABEL FURINI, laureada poeta e escritora sobre a obra poética "Estado de Espírito"
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HINO OFICIAL DE LUIZ ANTONIO
Letra: Sersank (Sergio S. Cunha)
Música: Irineu Santa Catarina
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https://www.youtube.com/watch?v=FmWSt6RqGs4
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BEBO PAROLAS EN ESPERANTO
ESPERANTO: La solvo (A solução)
Veja aqui a NOTA da Prefeitura Municipal de Londrina sobre o lançamento doLivro de SERSANK
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EL VIAJE DEFINITIVO - Poema de Juan Ramon Jimenez
https://www.youtube.com/watch?v=GspatgDGhO8&feature=emb_rel_end










