segunda-feira, 28 de junho de 2010

DA BREVE INCURSÃO NOS DOMÍNIOS DO ETERNO

Banco de Imagens do Google




Um homem por mais atento,
sob a couraça do cargo,
sempre há de ter seu momento
de introversão, de letargo.



Nesse interstício de acesso
aos escaninhos do ser,
um lampejo o põe do avesso,
o faz, inteiro, se ver.



Essa luz indefinível,
quase vulto, quase voz,
assim, na força do rio,
em borbotância, na foz,



Rompe-lhe n'alma a tormenta
das lágrimas compungidas,
mesmo a um Nero,
a um Torquemada,
impossíveis de contidas.



E expõe ao sol, como velha estrada,
nos rastros multimilenares,
dramas de prístinas eras,
ânsias de mil avatares.




Exuma o que em negro fosso
ocultara, por ruim;
Atua como azorrague,
desperta como clarim.



Vem forçá-lo a despojar-se
de tudo o que é exterior.
Aplaca-lhe, de um só golpe,
o gênio dominador.



Um homem, sob os efeitos
desse choque passageiro,
lembra o infeliz faroleiro
num ermo e soturno cais
a ver, no seu desespero,
algumas milhas adiante,
a  nau com sua bandeira
a balouçar, soçobrante,
sob a borrasca voraz.

Desse longo instante cósmico
ninguém não há que se esquive
e n'alma, opressa, não crive
a advertência que traz.

(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank)


http://riscosescritos.blogs.sapo.pt/arquivo/tempestade.jpg

Banco de imagens do Google

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SOLILÓQUIO








Fiz-me poeta, um dia e, pela vida afora,
Saí cantarolando coisas da alma pura.
Em tudo via graça e cor e formosura...
Desiludido e só, diante do espelho, agora


Escuto de minh’alma a voz de escárnio, dura:
- “Por que não cantas essa dor que te devora ?
Enalteceste o amor, cantando à vida, outrora,
Agora canta!... Agora canta à desventura!...”

.....................................................................................

Alma infeliz que sou!... Por que te afliges tanto?
Ninguém pode ascender sem conhecer o pranto!
Que eu sorva, agora, o fel por dádiva, também!


Tisnem-se os dias meus, venham os dissabores!...
Que amargue, miserando, as merecidas dores:
Hei de saber vencê-las e seguir além...


(Do opúsculo "Oásis de Luz", Sonetos de Sersank)

Imagem:
http://premissassobreojuizodosufixo.blogspot.com/2008/11/lgrimas-silenciosas.html

terça-feira, 22 de junho de 2010

CAMINHO, VERDADE E VIDA







Nos vales do mundo, entre gozos e agruras,
Não há resistir ao clangor do porvir.
Mas, como avançar, arrojar-se às alturas,
Se há tantos caminhos? Qual deles seguir?

-Jesus!

São tantos os mestres, das massas mentores,
Com suas idéias e filosofias!
Qual deles - menino - pasmava os “doutores”
Pregando a verdade por alegorias?

- Jesus!

Seguindo o caminho do bem, da bonança•.
No amor da verdade, de mente florida,
Quem ter por esteio da nossa esperança?
Quem ter por roteiro, a inundar-nos de vida?

- Jesus!

(Do livro. "Estado de Espírito", de Sersank)
 
Imagem:
http://umaigrejaqueama.blogspot.com/2009/11/jesus-caminho-verdadeiro.html

sábado, 19 de junho de 2010

HAICAIS





Holocausto
Jamais uma rês
Suspeite o custo do pasto.
Sacie-se em paz!...

Definição
Amar não está
No prender-se o que se quer.
Amar é se dar.

Sonho de um novo milênio
Ensarilham armas.
Erguem pontes, rompem muros.
Elevam-se os homens.

Presságio
Um bruxo há na espreita
dos dias, infenso e belo:
o abutre no azul.


Intuição
Porque dos astros egressos,
os astros nos lembram
os que nos deixaram.


      Vandalismo
                 Duendes co’a brisa
          passam, desfolham as rosas

                                                              e, a rir, vão-se embora... 

Sensatez
É apenas detalhe
o abutre no campanário.
O céu está azul. 

Gravura
Senhor do seu poderio,
na tarde de estio,
o sol se banha no mar.

(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank)

Imagem:
http://www.yoursoul.blogger.com.br/2002_12_01_archive.html

domingo, 13 de junho de 2010

RECOMEÇO



Não via a lucidez das almas desopressas.
Maçavam-no esses tons das falas boas.
Tratava por mentiras todas as histórias;
Por meros instrumentos, as pessoas.

Assim nivelava-se ao resto dos homens:
Pisando-lhes as tumbas pelo chão.

De almas infelizes era a barricada –
Dizia - que resguarda a religião...


Certa madrugada, já sem vínculos de afeto,
O quarto de favor traindo incúria,
Mirou-se num espelho: envelhecera.
A droga o enveredara na penúria.

Saiu, então, para fora.
Raiava, esplendente, a aurora.
Nunca a soubera tão sua!
O alto sentido das coisas
A luz solar delineava:
O azul distante alcançava
Agora a singela rua.
Pôs-se a andar, de início lento,
Depois mais, mais resoluto.
Saldou um transeunte, um outro,
Este era o salvo-conduto.

A graça, a graça ímpar de existir,
Como nunca, ora a sentia.
Estava sóbrio, exultava.
De onde lhe vinha a alegria?

Não sonhava. Tudo à volta
Estava imerso em magia!
A noite, enfim, terminara.
Pleno de sol fez-se o dia.



(Do livro: "Estado de Espírito", de Sersank)

Imagem:
http://api.ning.com/files/iShzft06Z*JoENuYCRanSj6FTX0usq-JOW6Gvxn5YV3sO4WpeZy1I6bsoAOX7fqTbxiZRJXzeTbTE5YsTeQgyGNXAOnZjGnS/caminhodeluz.jpg

sábado, 12 de junho de 2010

MENSAGEM





Querida, quando a sombra da saudade
toldar a luz dos ternos olhos teus
e, então, de alguém ouvires a piedade
dizer: - “Não chores, ele uniu-se a Deus”,


não fiques infeliz, crendo-me ausente.
Um dia, hão de estreitar-te os braços meus,
à luz da Imensidade, em diferente

estado de existência. Nosso adeus


não valha por adeus às esperanças.
Não há na morte o abismo intransponível

da noite eterna. Ah, pesadelo horrível!...

Meu céu será teu lar, nossas crianças...
Hás de sentir-me ali, nas tardes mansas
se creres que p’ra Deus tudo é possível.


(Do Opúsuclo "Oásis de Luz", sonetos de Sersank)

Imagem:

http://coracaofiel.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/untitled.bmp

quinta-feira, 27 de maio de 2010

NOSSAS REAIS DIFERENÇAS






Nossas reais diferenças
Não vêm das cores das pátrias,
das crenças e ideologias.
Não se limitam a gostos,
 desgostos e teorias.
 Não as impõe o idioma.
Não decorrem de costumes,
Tradições e confrarias.
É estulto o que as cinge a postos,
Propriedades, regalias.


Nossas reais diferenças
Não são visíveis na cútis,
Não as ressaltam o traje,
A idade, a fisionomia.



Nossas reais diferenças,
Não adstringem-se a sexo,
Cultura, classe, etnia...
Não as ressaltam os búzios,
As linhas da mão, o horóscopo,
Nem os traços da grafia.

Não estão, nunca estiveram
Nessa ou noutra faculdade,
Nessa ou noutra anomalia.
Decorrem, sim, dos sucessos
E dramas do dia-a-dia.
Estão nas nossas vivências,
Na nossa idiossincrasia.

Nossas reais diferenças
Têm, pois, outra hierarquia.
Se as láureas as dissimulam,
A dor as evidencia.
Só a forja do caráter
Eleva e distingue um homem.
É de espinhos a coroa
que lhe dá supremacia.


(Do Livro" Estado de Espírito", de Sersank)
 
 
Imagem:
Banco de imagens do Google.
Disponível em:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7V8VdZfTeK41-EWypMF449OCkQcwNu8uHyTCnocZoGUWF4F6P1BmRQFhnb91IblVlpJPvIf39Y1-Hx4YwqvlzrJbn7HBlG5dn-wH_wvn0O38t79O0Iiqdjtxz8049Et8jrOOWLIqtJbQ/s320/27415.jpg
 
 

domingo, 23 de maio de 2010

ORIENTAL











Que eu dome, enquanto é tempo,

neste tempo de aflições,

as minhas más tendências e emoções.



Que eu cresça em singeleza e tolerância,

como crescem as taquaras

e fazem os bambuzais.



E, assim me curve e resista

quantas vezes necessário,

à fúria dos vendavais.


(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank)



Imagem:
Banco de Imagens do google
Disponível em:
http://www.inlinefeat.ch/


sexta-feira, 21 de maio de 2010

DOS ASPECTOS DA DOR










- I -
Por mais pungente é abstrata
A dor que nos outros vemos:
Só dói a que nos maltrata,
Só nos mata a que sofremos...

- II -

Decrescem, se constatadas,
As dores por nós descritas.
Mas, as dores fabricadas
São nossas outras desditas...

-III -

Ninguém a quer. Não nos tenta
Seu poder transformador.
Deus a tem por ferramenta.
Nós a chamamos de ... dor.


(Do Livro de Trovas de Sersank)

(DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS POR LEI)




Imagem:
http://memorias-de-um-amigo-imaginario.blogspot.com/2009_07_01_archive.html

sexta-feira, 7 de maio de 2010

QUADRINHAS DO AMOR DE MÃE









Vão-se ao vento uns ais pungentes
De mães... Que doridos ais!
De tantos, de tão freqüentes
Ninguém os escuta mais...
»«
Nos vôos, mãe, da memória,
Volto ao nosso antigo lar:
Sou personagem da história
De tua vida exemplar!
»«
Algo há de mães, algo nobre,
Nas roseiras esmerosas:
De espinhos a vida as cobre
E elas à vida dão rosas.
»«
Que triste sina a das mães
Sem lar, sob os viadutos!
Disputam sobras aos cães
Na lentidão dos minutos...
»«

(Do Livro "TROVAS DE SERSANK")
Foto do Banco de Imagens do google, também disponível em:
http://academicosonline.wordpress.com/2009/05/

sábado, 1 de maio de 2010

UM VELHO CLICHÊ




Merecem lembrados,
por imprescindíveis,
os homens que vivem
da força dos braços,
sem brio nos olhos
de brilhos escassos,
por seu coração
grande e fragilizado,
que se mostra, inteiro,
no sorriso fácil.

Homens que vivem
à margem do tempo,
imersos no Nada
que o tempo há de ser;
imersos nas sombras
do mundo, sem posses,
sem pressa nos passos,
sem razão de ser.
De rostos suarentos
e vestes horríveis,
Preenchem o espaço,
quase invisíveis.
Enxerga-os, valentes,
heróis sem bandeira,
que ao rude trabalho
se dão sem canseira!

Nos morros que rasgam,
nos rios que alargam,
nas pedras que lascam,
nas torres que erigem,
nas safras que sofrem,
no cerne das crises...


Ninguém lhes pesa as cotas de esperança!
Ninguém nunca lhes mede os sacrifícios!
É nada, infelizmente, o que percebem
do que lhes deve a Pátria em benefícios...

... Seu grande coração,
revela-se, frágil,
estrela incendida
no sorriso fácil.

(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank)

Imagem: Banco de imagens do google
http://pagina20.uol.com.br/18042007/especial.htm

POEMEDO






(Elegia da vida operária)



Silente é o clamor que refulge
nos olhos dos circunstantes
e foge, por entre as frestas
das paredes circundantes
e adentra bairros e becos,
para arrefecer distante...
Funesta, por mais freqüente,
é a nova que dissemina:

- Desabado o prédio;
- Naufragado o barco;
- Propagado o incêndio;
- Soterrada a mina.


Não tarda e, sem que se espere,
eventos tais acontecem.
Alteram, claro, a rotina..

Se diferença fizessem!...
Ao olvido,
simplesmente,
se destinam.

Não se espere desses homens
que reajam, furibundos.
Sentem-se os próprios culpados
em seus juízos profundos.

No éter perde-se o estalo
dos cabos. Perde-se o estrondo.
Um imprevisto intervalo
faculta o fato hediondo.
Perpetua-se o presságio
nas imagens repetidas:


fumos de tochas humanas;
janelas de quedas livres;
espumas de pós-naufrágio;
destroços de alvenaria.
Uns fragmentos das vidas,
num relance, interrompidas...


Se pairam no éter vozes
não repercutem bastante:
seu eco nos que se salvam
é o silêncio. Lancinante.


Mas não assusta o fragor
das máquinas hostis que movimentam.
São outras máquinas, tantas.
E é com certo pundonor,
que suas marcas ostentam.


Sangram o suor
entre noites mal dormidas
e dias sucessivos de exaustão.

Repartem, cada dia,
com seus magros filhos,
à custa de absurdos empecilhos,
a parte que lhes cabe de minguado pão.
Acrescem-lhe a farinha da esperança
e o sal da crença que lhe dá sabor.

Os filhos, não esperem outra herança
que a audácia de sobreviver.
Contentem-se: podem ter
os dias de carnaval,
televisor, celular,
o baile ao fim da semana,
o time de futebol...

Um dia, quem sabe, tenham,
também, seu lugar ao sol...


(Do livro: "Estado de Espírito", de Sersank)
Imagem: Banco de imagens do google, disponível em
http://www.rondoniadinamica.com/userfiles/TRABALHADORES%20CAMINHANDO.jpg

sexta-feira, 30 de abril de 2010

TRAGÉDIA URBANA






Duro acorde e dissonante,
súbito, altera a cadência do dia.
Ouviu-se um grito, a freada...
O impacto fulminante
estanca ao tráfego, a via..

Num átimo, esfacelado,
qual o fantoche de um Judas
de pano e areia, assim, fútil,
jaz o anônimo pedestre
sob um semáforo inútil.

Dezenas de rostos estupefatos
juntam-se, então, à sua volta.
Alguns estampam piedade,
outros expressam revolta.

Estridente, uma sirene
de ambulância abre caminho.
Agora um silêncio grave
sobrepõe-se ao burburinho.

Triste, a cantiga da vida,
na toada interrompida,
ensaia o seu recomeço.
Quem paga por essa vida?
Quem sabe o seu justo preço?

Acima dos limites da cidade,
com seus contrastes brutais,
altívolas andorinhas
grafam no éter, asinhas,
bosquejos originais...

Dir-se-ia terem sido
eleitas por emissárias
de um reino mágico, infindo,
para além do espaço anil.

Conduziriam ess’alma remida
ao portal da eterna vida
que a humana ciência, em vôos
rasantes, nunca atingiu?

Oh, sim, talvez tenha, entre elas,
ganhado duas asas libertárias
para as viagens interplanetárias
que os códigos divinos das estrelas
concedem aos que a morte redimiu.

... De novo se abre a sirene.
Os transeuntes seguem, frágeis,
entregues, muitos agora,
aos plúmbeos cismares seus.

Nenhum faz o esforço de olhar para o alto.
Mística - a mancha de sangue do asfalto
passa depressa aos velozes pneus...

(Do Livro "Estado de espírito", de Sersank)

Imagem:

http://www.alemtemporeal.com.br/_EDITORIAS/municipios/2598_img_chamada.jpg

sábado, 24 de abril de 2010

CONVITE


UK 2010 >> aktualaj informoj pri la UK, aliĝilo, UK-perantoj, Kongresa Regularo k.t.p.

UK 2011 - 96-a Universala Kongreso de Esperanto, 23 - 30 julio 2011, Kopenhago - Danio

UK 2012 - 97-a Universala Kongreso de Esperanto, Hanojo – Vjetnamio


Kontaktu: Universala Esperanto-Asocio

Nieuwe Binnenweg 176

3015 BJ Rotterdam

Nederlando

telefono: +31 10 436 1044

faksilo: +31 10 436 1751


quarta-feira, 21 de abril de 2010

REGISTRO





“Suave é viver só. Grande e nobre é viver simplesmente.”
Fernando Pessoa


Vejo, com certa freqüência,
nalgum ponto da cidade,
o velho Tião Verdureiro,
um desses heróis anônimos
que faz a adversidade.

Negro esquálido, sozinho,
de voz já quase inaudível
e prosa fluente e boa.
Enquanto sabe possível,
leva a custo o seu carrinho
sob sol, sob garoa.

 Nele, no seu passo lento,
corporifica-se o tempo,
refém de alguma saudade.

Vejo-o como Jean Valjean,
guerreiro de alma-criança,
a levar viva no peito,
como um archote, a esperança.

Detém, bem sei, esse dom
de crer que, dia após dia,
vai melhor a humanidade.
Nem o fantasma da morte
o estorva, assim, de sonhar.
Por isso, em lugar de triste,
é terno o seu caminhar...

Ah, velho Tião verdureiro,
 por viveres, simplesmente,
ensinas a probidade!
Antes que adentres o reino
ao alto da estreita via
que a todos nos desafia,
um tanto, talvez não muito, 
da tua tenacidade
há de ficar para sempre 
no coração da cidade!...

(Minha homenagem ao Velho Tião, de Rolândia, um cidadão exemplar)

Imagem:
Foto extraída de um vídeo clip de José Carlos Farina, disponível no You Tube)

terça-feira, 20 de abril de 2010

NOS VALES DA SOMBRA E DA MORTE




Contam-se por milhões, nas circundantes
Regiões astrais da Crosta, algo aturdidas,
As almas imperfeitas, atingidas
Pelas divinas leis. Almas errantes,


Fugindo, quase sempre às torturantes
Retaliações de vítimas feridas...
Um quadro assaz dantesco!... Estarrecidas,
O horror do Averno trazem nos semblantes...


Cingem-se lupanares e calvários
Na espessa névoa, ali; tumultos vários
Em frêmitos de estranhos estertores.

 Mas, onde surja a prece, nesses planos,
Chega o socorro dos “Samaritanos”.
Jesus chega por esses benfeitores.

(Soneto de Sersank, do opúsculo "Oásis de Luz")

 DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS POR LEI

 
Imagem:

Nattini-Inferno-canto-III-1919-1930-umbral
http://ensinosespiritualistas.blogspot.com/2009_12_01_archive.html

domingo, 18 de abril de 2010

OÁSIS DE LUZ

(O LIVRO DOS ESPÍRITOS, lançado em 18/04/1857, está há 153 anos, iluminando consciências e antecipando o futuro da humanidade)



Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita


Havendo pervagado, a passo incerto,
por todos os caminhos; já provado
nas aflições do mundo, extenuado,
assim como o viandante no deserto,


vi-me do véu das ilusões liberto,
ergui-me dos escombros do passado,
a doce paz da crença tendo achado
n’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS, aberto...


Sorvida a Água Viva que sacia
a sede do saber, nova energia
inebriou-me, fez-me leve a cruz!

Se trazes, meu irmão, tu’ alma opressa,
abra esse livro sem temor, sem pressa:
que oásis te será, também, de luz!

(Soneto de Sersank Kojn, do opúsculo "Oásis de Luz")




             
                                                          
Imagens do google (free)

DOR E TÉDIO


















“O tédio é a dissolução da dor no tempo” (E. Junger)

No fim, que resulta
das coisas
que os homens,
inconseqüentes,
querem, à mão?

Pobres se amuam,
ricos bocejam,
morde-se o louco,
chora o ladrão.

Prende-se ao leito
de dor, contrafeito,
um artista, um juiz;
faz-se beata
a que foi meretriz...

Ninguém se realiza.
Ninguém chega ao topo.
Ninguém é feliz.


(Direitos autorais protegidos por lei. Proibida a reprodução sem citação da fonte e autoria)
(Foto extraída do site http://poemasetsonetos.blogspot.com/2009/05/ao-espelho-tu-que-nao-foste-belo-nem.html


Rolândia, 03/10/2006

quarta-feira, 14 de abril de 2010

EXORTAÇÃO DA ESTRADA





Audaz viajor da vida, enxerga no horizonte
A rota que se estende às plagas do Infinito!
No entanto, sobre a Crosta, milenar precito,
Não te declares rei. Não tens laureada a fronte...


Há muito a percorrer. Extenuado, aflito,
Procura o vértice da vida - a eterna fonte -
E crê no amor: só pelo amor se eleva a ponte
Que liga o chão terreno ao zênite irrestrito!


De mui distante vens, pra bem distante vais:
Das lides da caverna aos lumes siderais,
Da escuridão do mundo aos louros do porvir!


Não mais prossigas só, sem bússola ou roteiro:
Precisas ter Jesus por guia e companheiro.
Sem Ele a marcha é vã; inútil, prosseguir.

(Do opúsculo "OÁSIS DE LUZ" - Sonetos de Sersank Kojn)

(Direitos autorais protegidos por lei)


Imagens:


http://www.culturalivre.net/2007/08/22/poemas-com-mensagens-para-reflexao/


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoUsN1HNfQ-VEraYgRPpi1tZXntT33fCxkjWNKShxbPJFnnS9uQgi_XUL3JP_afwd5MrKBVxFbkfX1GuIji2ot-zzC06bM1c9AhckXhrjnT-o6hB5DwDWHUtFzGYHy_3xzAU3uGRH9RL7r/


segunda-feira, 12 de abril de 2010

ENQUANTO GIRA A TERRA...





Enquanto gira a Terra, alheio à transcendência
Do próprio ser, nos seus arcanos e escaninhos,
O homem, insculpe nos etéreos pergaminhos,
à lágrimas e à sangue, a saga da existência.


Agita-se ao fragor dos densos torvelinhos
Do senso e da paixão. Do êxtase à insolência,
Ora desdenha Deus, ora endeusa a Ciência
E erige, entre sermões e festas, - pelourinhos...


Enquanto gira a Terra, majestosamente,
O homem, dominador, quanto a faz excelente,
A faz filha do horror no regimen da guerra...


Mas, quem está no leme é o Cristo, a nave é sua.
O zênite, por rota, a viagem continua...
E o homem evolui, enquanto gira a Terra!...


(Do opúsculo "OÁSIS DE LUZ" - Sonetos de Sersank Kojn)


(DIREITOS AUTORAIS REGISTRADOS E PROTEGIDOS POR LEI)

Imagem:
http://www.guiageo-caribe.com/imagens/americas-nasa.jpg

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ESTÓRIAS...




Estórias as mais bonitas
dissolvem-se ao pó das sendas.
Por vezes se tornam lendas,
não raro, nem são escritas.


No seio do vulgo ocorrem,
no seio do vulgo morrem,
as estórias mais bonitas...


Não se perdem, todavia.
Os seus heróis vão e voltam
como folhas que se soltam
da árvore-mãe que as recria.


Voltam nas aulas da vida -
essa mestra incompreendida
que ora pune, ora premia...


No seio do vulgo ocorrem,
no seio do vulgo morrem
as estórias mais bonitas...


Não se perdem, todavia...


(Do livro "Estado de espírito", de Sersank Kojn)

DIREITOS AUTORAIS REGISTRADOS E PROTEGIDOS POR LEI

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http://www.osmarvg.com/2010/02/pastores-presos-nas-ferragens-de-acidente-louvam-a-deus-com-hinos-e-levam-os-bombeiros-as-lagrimas/

terça-feira, 6 de abril de 2010

Presos nas ferragens de veículo acidentado, evangélicos morrem cantando

Pastores presos nas ferragens de acidente louvam à Deus com hinos e levam os bombeiros às làgrimas.


Dois pastores evangélicos e um motociclista morreram num acidente envolvendo sete veículos, na manhã de ontem, na Rodovia do Contorno, trecho da BR 101 que liga Serra a Cariacica.
Os religiosos pertenciam à Igreja Assembleia de Deus e haviam saído de Alegre, município da Região Sul do Estado, rumo a uma convenção estadual da igreja em Nova Carapina II, na Serra.
Os veículos – cinco caminhões, uma moto e um automóvel Del Rey – bateram um atrás do outro. O engavetamento aconteceu às 8h15, no quilômetro 277, na Serra. Os pastores estavam no carro.
Tudo começou quando um caminhão freou por causa do intenso fluxo de carros no sentido Cariacica – Serra. Os veículos que vinham atrás dele frearam também, mas o último caminhão – de uma empresa de cerveja – não conseguiu parar a tempo. Com isso, os veículos que estavam à frente foram imprensados uns contra os outros.
Os pastores José Valadão de Souza e Nelson Palmeira dos Santos e o motociclista Jonas Pereira da Silva, 52 anos, morreram no local. Dois outros pastores, que também estavam no Del Rey, sobreviveram, e o motorista de um dos caminhões sofreu arranhões nas pernas. Nenhum dos outros caminhoneiros ficou ferido.
O proprietário e condutor do Del Rey é o pastor Dimas Cypriano, 61 anos, do município de Alegre. Ele saiu ileso do acidente e teve ajuda do motorista José Carlos Roberto, carona de um dos caminhões, para sair do veículo.
Seu amigo de infância, o pastor Benedito Bispo, 72, ficou preso às ferragens. Socorristas do Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu) e bombeiros fizeram o resgate dele. O pastor teve politraumatismo e foi levado para o Hospital Dório Silva, na Serra.
A mulher de Benedito chegou a ver o marido sendo socorrido e teve que ser amparada por um familiar. Ela também seguia para a convenção num outro veículo. A rodovia ficou interditada durante vários momentos da manhã de ontem nos dois sentidos. O trecho só foi totalmente liberado no início da tarde.
O pastor Dimas Cypriano, que sobreviveu ileso ao acidente na manhã de ontem, no Contorno, contou que usava cinto de segurança e que ficou preso ao tentar sair. Ele dirigia o Del Rey e disse que precisou de ajuda para sair do carro. Mas depois continuou no local, acompanhando os trabalhos de resgate do colega, Benedito Bispo. Nas mãos, levava uma Bíblia que ficou suja de sangue. Mas isso não impediu que o pastor orasse durante o socorro.
O mais comovente do triste episódio, foi o relato dado por 2 pastores sobrevivente, e pelos bombeiros que tentavam tirar os pastores ainda com vida, que estavam presos nas ferragens.
As testemunha citadas acima, contam que os pastores Nelson Palmeiras e João Valadão, ainda com vida e presos nas ferragens, em meio a um mar de sangue que os envolvia, começaram a cantar o Hino 187 da harpa cristã:

Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Ainda que seja a dor
Que me una a ti,
Sempre hei de suplicar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!


Andando triste
Aqui na solidão
Paz e descanso
A mim teus braços dão
Nas trevas vou sonhar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!


Minh’alma cantará a ti Senhor!
E em Betel alçará padrão de
Amor,
Eu sempre hei de rogar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!


E quando Cristo,
Enfim, me vier chamar,
Nos céus, com serafins irei
Morar
Então me alegrarei
Perto de ti, meu Rei, meu Rei,
Meu Deus, de ti!

Aos poucos suas vozes foram silenciando-se para sempre.
As lagrimas tomaram conta dos bombeiros, acostumados a resgatar pessoas em acidentes graves, porem jamais viram alguem morrer cantando um hino; como foi o caso dos pastores Nelson Palmeiras e João Valadão .


Notícia disponível no O Galileo

Fonte:
http://www.osmarvg.com/2010/02/pastores-presos-nas-ferragens-de-acidente-louvam-a-deus-com-hinos-e-levam-os-bombeiros-as-lagrimas/

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Trova de um dia triste








Por amar a humanidade,
O Cristo, Sol, solitário –
Sol da solidariedade,
Se pôs no Monte Calvário.

(Do livro Estado de espírito, de Sersank)

Imagem:
http://viverossegundos.blogspot.com/2009/04/nos-vos-adoramos-e-bendizemos-o-cristo.html

EM TRIBUTO AOS BALUARTES


"In memoriam" daquele que na Terra chamou-se FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, renomado líder espírita, falecido na cidade de Uberlândia-MG, em 30 de junho de 2002, aos 92 anos de idade, 75 dos quais dedicados ao apostolado mediúnico.


Arquétipos raros - bastiães do futuro -
assomam, por vezes, na tosca morada
de humilde mulher.
Faróis que arrefecem. De berço, dispensam
honores, haveres, mercês, regalias
ou dotes quaisquer...

Cândidos condores, na estepe em que pousam,
Distendem, a eflúvios dos cimos que habitam,
O olor do porvir.
Tesouros de amor, porque os têm, compartilham.
Caminhos de paz, porque expandem, recriam.
Apraz-lhes servir.

Da vida plebéia, os rigores, sem queixas,
suportam. Serenos, à luta se entregam.
Alteiam-se a sós.
E, dia após dia, os que a sorte flagela
acorrem a vê-los, repousam dos fardos
a ouvir-lhes a voz...

Sem cátedra, embora, revelam-se sábios.
E, humildes, conscientes do bem que nos fazem,
conservam-se bons.
Se lhes hostilizam rivais insensatos,
perdoam, esquecem; silentes, prosseguem.
Dividem seus dons...

Não movem-se à febre do ouro, selvagem,
que a néscios e frívolos toma, de assalto,
nos volteios seus.
A abóbada azul tem por teto inconsútil
da igreja maior onde todos os homens
são filhos de Deus.

Protótipos raros dos seres luzentes
que, um dia, seremos – por ora não passam
de heróis sem troféus.
No entanto, com eles, o Cristo prossegue
na faina incessante de unir toda a Terra
ao reino dos céus.

(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank)

Imagem: Google- Dalhe Mongo

(Direitos autorais registrados sob o nº 366.196, Livro677, Fl. 356
- Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro)

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livro.estadodeespirito@gmail.com

COMENTÁRIO DE ISABEL FURINI, laureada poeta e escritora sobre a obra poética "Estado de Espírito"

http://www.icnews.com.br/2013.03.05/negocios/livros-de-negocios/estado-poetico-de-espirito/

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