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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

OÁSIS DE LUZ






OÁSIS DE LUZ

Sersank

Havendo pervagado, a passo incerto,
por todos os caminhos, já provado
nas aflições do mundo, extenuado,
assim como o viandante no deserto,

vi-me do véu das ilusões liberto,
ergui-me dos escombros do passado,
a doce paz da crença tendo achado
n’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS, aberto...

Sorvida a Água Viva que sacia
a sede do saber, nova energia
inebriou-me, fez-me leve a cruz!

Se trazes, meu irmão, tu’ alma opressa,
abra esse livro sem temor, sem pressa:
que oásis te será, também, de luz!





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Há um século

Hilário Silva


Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio. Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava...
Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.
Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail - a doce Gaby -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.
O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu: 
“Sr. Allan Kardec:
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.
Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.
Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal.
Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.
Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...
A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.
Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam.
Namorava diversas vezes o Rio Sena e acabei planejando o suicídio.
‘Seria fácil, não sei nadar’ – pensava.
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia.
Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente...
E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.
Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:
‘Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. -  A. Laurent.’
Estupefato, li a obra – ‘O Livro dos Espíritos’ - ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver.”
Ainda constavam da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme: - “Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. - Joseph Perrier.”
Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...
Conchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...
Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.
Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos...
O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima... 

Do livro O Espírito da Verdade, obra mediúnica psicografada pelos médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

ROGATIVA

















Imagem:
(disponível no Banco de Imagens do Google)



Senhor Jesus, fonte de amor, verdade e vida,
Por dádivas me deste uma senda a seguir
E a cruz menor que me compete conduzir
Adiante, por mais íngreme a subida.

Devo olhar para a frente, lembrar-Te, ao cair,
Sofrer sem murmurar.  Sob as farpas da lida
Calar-me e persistir, manter a fronte erguida...
Nada me turve os horizontes do porvir!

Preciso humildemente devotar-me ao bem       
Sentir-me agraciado ao ajudar alguém
E ver somente irmãos, jamais um inimigo...


Aprimorar-me - seja o lema dos meus dias.
E por mais nada eu troque as doces alegrias
De estar somado aos últimos que tens Contigo!...


(Do Opúsculo  "Oásis de Luz", de Sersank)



quinta-feira, 21 de abril de 2011

ROGATIVA




Imagem:
(disponível no Banco de Imagens do Google)





Senhor Jesus, fonte de amor, verdade e vida,
Por dádivas me deste uma senda a seguir
E a cruz menor que me compete conduzir
Adiante, por mais íngreme a subida.

Devo olhar para frente, lembrar-Te, ao cair,
Sofrer sem murmurar.  Sob as farpas da lida
Calar-me e persistir, manter a fronte erguida...
Nada me turve os horizontes do porvir!

Preciso humildemente devotar-me ao bem       
Sentir-me agraciado ao ajudar alguém
E ver somente irmãos, jamais um inimigo...


Aprimorar-me - seja o lema dos meus dias.
E por mais nada eu troque as doces alegrias
De estar somado aos últimos que tens Contigo!...


(Do Opúsculo  "Oásis de Luz", de Sersank)

domingo, 21 de novembro de 2010

SOLILÓQUIO



Francisco de Zurbaran, Saint Francis in ecstasy


Fiz-me poeta, um dia e, pela vida afora,
Saí cantarolando coisas da alma pura.
Em tudo via graça e cor e formosura...
Desiludido e só, diante do espelho, agora


Escuto de minh’alma a voz de escárnio, dura:
- “Por que não cantas essa dor que te devora ?
Enalteceste o amor, cantando à vida, outrora,
Agora canta!... Agora canta à desventura!...”
.....................................................................................
Alma infeliz que sou!... Por que te afliges tanto?
Ninguém pode ascender sem conhecer o pranto!
Que eu sorva, agora, o fel por dádiva, também!

Tisnem-se os dias meus, venham os dissabores!...
Que amargue, miserando, as merecidas dores!
Hei de saber vencê-las e seguir além...

(Do Opúsculo "Oásis de Luz", de Sersank)

(Direitos autorais registrados e protegidos por lei)


Imagem:
http://www.topofart.com/images/artists/Francisco_de_Zurbaran/paintings/zurbaran001.jpg

sábado, 6 de novembro de 2010

DESPEDIDA




Perdera a praça, de repente, todo o encanto.
Estranha fez-se a noite e, em pouco, esvaneceram
Os risos ao redor. Todos se recolheram.

Tremiam-nos as mãos... Sofríamos, e quanto!...

Enfim, contendo as lágrimas que não desceram,
Disseste o “terminemos!”, sem causar-me espanto.
Num gesto fiz que sim. Tal era o desencanto
Que as nossas almas juvenis emudeceram...

Então, a despedida... Um último sorriso.
Um sussurro de adeus - e que adeus mais conciso!
Um brando e rude adeus! O olhar que tudo diz.

Agora, as desventuras da reminiscência.
Eras o bem maior de uma grata existência.
Que posso mais querer? ... Ai, sejas tu, feliz!...



(Do opúsculo "Oásis de Luz", de Sersank)
(Direitos autorais protegidos por lei)

Imagem:


A Saga Crepúsculo: Lua Nova

Bella Swan (Kristen Stewart): “Eu vou com você!”
Edward Cullen (Robert Pattinson): “Bella, eu não quero que você venha comigo.”
Bella: “Você… Você não me quer?”
Edward: “Não.”
Bella: “Bem, isso muda as coisas. Muito.”

Fonte: Foforks

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

INSCRIÇÃO NA LÁPIDE







Não creias tudo acabe sob a lousa fria
Da terra que recobre os despojos carnais.
Nada sabe de Deus quem supõe “fantasia”
O haver vida abundante nos planos astrais.

Fita os astros no espaço. Ouve: que sinfonia!
Ciclos e mutações em pautas magistrais!...
É a razão quem nos fala da Sabedoria
Que sustém o universo e nos fez imortais.



Retrocede no tempo... O Evangelho do Mestre...
Redivivo, Ele torna ao cenário terrestre
E se faz a Esperança nos lares da dor.

Ergue os olhos ao céu d’onde todos provimos:
Pelo espaço e no tempo, viajores, seguimos
Para a glória da luz e as benesses do amor!

(Do opúsculo "Oásis de Luz", de Sersank)


(DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS POR LEI)


(ESTE SONETO FOI CLASSIFICADO EM 1º LUGAR NO CONCURSO DE POESIA ESPÍRITA DA "ARTE POÉTICA CASTRO ALVES", DE SÃO PAULO, CAPITAL, EM ABRIL DE 1991, HOJE EM SUA 20ª EDIÇÃO)

Imagem disponível no Google

http://www.google.com.br/imgres?imgurl=https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjuC034vU0EHzKCsNcs_waMnocxSRhYY34itLrZ-LakUy_WCZ7iYPpPLBAfQR_ub9CL3T7oDFZnjGUbXRyIkeklHjkn57dDeFie-eqOOSjtJ5RYQArZzysiStl0m0oA-wF7EPIkueuVWpNr/s400/campo+florido+-+01.jpg&imgrefurl=http://porqueviverebom.blogspot.com/2009_06_01_archive.html&usg=__CoZ9I9O9OLLaCS-LP78MZucN2ls=&h=276&w=400&sz=22&hl=pt-br&start=0&zoom=1&tbnid=AO8WO0VtSugYUM:&tbnh=137&tbnw=183&prev=/images%3Fq%3DA%2Bcampa,%2Bo%2Bc%25C3%25A9u,%2Bo%2Binfinito%26hl%3Dpt-br%26biw%3D1276%26bih%3D599%26gbv%3D2%26tbs%3Disch:1&itbs=1&iact=rc&dur=1063&ei=DGfPTIDKCoT68AaT0MyjBg&oei=DGfPTIDKCoT68AaT0MyjBg&esq=1&page=1&ndsp=18&ved=1t:429,r:8,s:0&tx=73&ty=68

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SOLILÓQUIO








Fiz-me poeta, um dia e, pela vida afora,
Saí cantarolando coisas da alma pura.
Em tudo via graça e cor e formosura...
Desiludido e só, diante do espelho, agora


Escuto de minh’alma a voz de escárnio, dura:
- “Por que não cantas essa dor que te devora ?
Enalteceste o amor, cantando à vida, outrora,
Agora canta!... Agora canta à desventura!...”

.....................................................................................

Alma infeliz que sou!... Por que te afliges tanto?
Ninguém pode ascender sem conhecer o pranto!
Que eu sorva, agora, o fel por dádiva, também!


Tisnem-se os dias meus, venham os dissabores!...
Que amargue, miserando, as merecidas dores:
Hei de saber vencê-las e seguir além...


(Do opúsculo "Oásis de Luz", Sonetos de Sersank)

Imagem:
http://premissassobreojuizodosufixo.blogspot.com/2008/11/lgrimas-silenciosas.html

sábado, 12 de junho de 2010

MENSAGEM





Querida, quando a sombra da saudade
toldar a luz dos ternos olhos teus
e, então, de alguém ouvires a piedade
dizer: - “Não chores, ele uniu-se a Deus”,


não fiques infeliz, crendo-me ausente.
Um dia, hão de estreitar-te os braços meus,
à luz da Imensidade, em diferente

estado de existência. Nosso adeus


não valha por adeus às esperanças.
Não há na morte o abismo intransponível

da noite eterna. Ah, pesadelo horrível!...

Meu céu será teu lar, nossas crianças...
Hás de sentir-me ali, nas tardes mansas
se creres que p’ra Deus tudo é possível.


(Do Opúsuclo "Oásis de Luz", sonetos de Sersank)

Imagem:

http://coracaofiel.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/untitled.bmp

terça-feira, 20 de abril de 2010

NOS VALES DA SOMBRA E DA MORTE




Contam-se por milhões, nas circundantes
Regiões astrais da Crosta, algo aturdidas,
As almas imperfeitas, atingidas
Pelas divinas leis. Almas errantes,


Fugindo, quase sempre às torturantes
Retaliações de vítimas feridas...
Um quadro assaz dantesco!... Estarrecidas,
O horror do Averno trazem nos semblantes...


Cingem-se lupanares e calvários
Na espessa névoa, ali; tumultos vários
Em frêmitos de estranhos estertores.

 Mas, onde surja a prece, nesses planos,
Chega o socorro dos “Samaritanos”.
Jesus chega por esses benfeitores.

(Soneto de Sersank, do opúsculo "Oásis de Luz")

 DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS POR LEI

 
Imagem:

Nattini-Inferno-canto-III-1919-1930-umbral
http://ensinosespiritualistas.blogspot.com/2009_12_01_archive.html

domingo, 18 de abril de 2010

OÁSIS DE LUZ

(O LIVRO DOS ESPÍRITOS, lançado em 18/04/1857, está há 153 anos, iluminando consciências e antecipando o futuro da humanidade)



Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita


Havendo pervagado, a passo incerto,
por todos os caminhos; já provado
nas aflições do mundo, extenuado,
assim como o viandante no deserto,


vi-me do véu das ilusões liberto,
ergui-me dos escombros do passado,
a doce paz da crença tendo achado
n’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS, aberto...


Sorvida a Água Viva que sacia
a sede do saber, nova energia
inebriou-me, fez-me leve a cruz!

Se trazes, meu irmão, tu’ alma opressa,
abra esse livro sem temor, sem pressa:
que oásis te será, também, de luz!

(Soneto de Sersank Kojn, do opúsculo "Oásis de Luz")




             
                                                          
Imagens do google (free)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

EXORTAÇÃO DA ESTRADA





Audaz viajor da vida, enxerga no horizonte
A rota que se estende às plagas do Infinito!
No entanto, sobre a Crosta, milenar precito,
Não te declares rei. Não tens laureada a fronte...


Há muito a percorrer. Extenuado, aflito,
Procura o vértice da vida - a eterna fonte -
E crê no amor: só pelo amor se eleva a ponte
Que liga o chão terreno ao zênite irrestrito!


De mui distante vens, pra bem distante vais:
Das lides da caverna aos lumes siderais,
Da escuridão do mundo aos louros do porvir!


Não mais prossigas só, sem bússola ou roteiro:
Precisas ter Jesus por guia e companheiro.
Sem Ele a marcha é vã; inútil, prosseguir.

(Do opúsculo "OÁSIS DE LUZ" - Sonetos de Sersank Kojn)

(Direitos autorais protegidos por lei)


Imagens:


http://www.culturalivre.net/2007/08/22/poemas-com-mensagens-para-reflexao/


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoUsN1HNfQ-VEraYgRPpi1tZXntT33fCxkjWNKShxbPJFnnS9uQgi_XUL3JP_afwd5MrKBVxFbkfX1GuIji2ot-zzC06bM1c9AhckXhrjnT-o6hB5DwDWHUtFzGYHy_3xzAU3uGRH9RL7r/


segunda-feira, 12 de abril de 2010

ENQUANTO GIRA A TERRA...





Enquanto gira a Terra, alheio à transcendência
Do próprio ser, nos seus arcanos e escaninhos,
O homem, insculpe nos etéreos pergaminhos,
à lágrimas e à sangue, a saga da existência.


Agita-se ao fragor dos densos torvelinhos
Do senso e da paixão. Do êxtase à insolência,
Ora desdenha Deus, ora endeusa a Ciência
E erige, entre sermões e festas, - pelourinhos...


Enquanto gira a Terra, majestosamente,
O homem, dominador, quanto a faz excelente,
A faz filha do horror no regimen da guerra...


Mas, quem está no leme é o Cristo, a nave é sua.
O zênite, por rota, a viagem continua...
E o homem evolui, enquanto gira a Terra!...


(Do opúsculo "OÁSIS DE LUZ" - Sonetos de Sersank Kojn)


(DIREITOS AUTORAIS REGISTRADOS E PROTEGIDOS POR LEI)

Imagem:
http://www.guiageo-caribe.com/imagens/americas-nasa.jpg

sábado, 27 de fevereiro de 2010

CENA COMUM DE DECESSO




Agonizando, a um canto, rememora
o enfermo, já sem algo a que se escude,
Extratos de episódios que, amiúde,
Deixaram cicatrizes. E os deplora...

Enfrenta o medo, um grande medo, agora,
Extintos os prazeres da saúde.
Os rostos de um cortejo e um ataúde,
Por cena afasta e atrai. É a extrema hora...

E, cônscio de que o tempo escoou em vão,
Reluta, enfim, à desencarnação,
Maldiz a enfermidade, grita e chora...
............................................................................
Como outros tantos!... Se tendesse à prece
Entreveria a luz que resplandece
Além da morte, em permanente aurora...


(Do opúsculo "OÁSIS DE LUZ" - Sonetos de Sersank Kojn)





(DIREITOS AUTORAIS REGISTRADOS E PROTEGIDOS POR LEI)


Imagem:
http://www.free2use-it.com/gallery/photo/l3/2183/Pôr_do_Sol

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

ROGATIVA










Senhor Jesus,

Fonte de amor, verdade e vida,
Por dádivas me deste uma senda a seguir
E a cruz menor que me compete conduzir
Adiante, por mais íngreme a subida.


Devo olhar para frente, lembrar-Te, ao cair,
Sofrer sem murmurar. Sob as farpas da lida
Calar-me e persistir, manter a fronte erguida...
Nada me turve os horizontes do porvir!


Preciso humildemente devotar-me ao bem
Sentir-me agraciado ao ajudar alguém
E ver somente irmãos, jamais um inimigo...

Aprimorar-me - seja o lema dos meus dias.
E por mais nada eu troque as doces alegrias
De estar somado aos últimos que tens Contigo!...



                               (Soneto de Sersank Kojn, do Opúsculo "Oásis de Luz")




Imagem:
http://mauriciosdb.blogspot.com/2008_03_01_archive.html




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COMENTÁRIO DE ISABEL FURINI, laureada poeta e escritora sobre a obra poética "Estado de Espírito"

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Veja aqui a NOTA da Prefeitura Municipal de Londrina sobre o lançamento doLivro de SERSANK

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EL VIAJE DEFINITIVO - Poema de Juan Ramon Jimenez

https://www.youtube.com/watch?v=GspatgDGhO8&feature=emb_rel_end