sábado, 12 de junho de 2010

MENSAGEM





Querida, quando a sombra da saudade
toldar a luz dos ternos olhos teus
e, então, de alguém ouvires a piedade
dizer: - “Não chores, ele uniu-se a Deus”,


não fiques infeliz, crendo-me ausente.
Um dia, hão de estreitar-te os braços meus,
à luz da Imensidade, em diferente

estado de existência. Nosso adeus


não valha por adeus às esperanças.
Não há na morte o abismo intransponível

da noite eterna. Ah, pesadelo horrível!...

Meu céu será teu lar, nossas crianças...
Hás de sentir-me ali, nas tardes mansas
se creres que p’ra Deus tudo é possível.


(Do Opúsuclo "Oásis de Luz", sonetos de Sersank)

Imagem:

http://coracaofiel.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/untitled.bmp

quinta-feira, 27 de maio de 2010

NOSSAS REAIS DIFERENÇAS






Nossas reais diferenças
Não vêm das cores das pátrias,
das crenças e ideologias.
Não se limitam a gostos,
 desgostos e teorias.
 Não as impõe o idioma.
Não decorrem de costumes,
Tradições e confrarias.
É estulto o que as cinge a postos,
Propriedades, regalias.


Nossas reais diferenças
Não são visíveis na cútis,
Não as ressaltam o traje,
A idade, a fisionomia.



Nossas reais diferenças,
Não adstringem-se a sexo,
Cultura, classe, etnia...
Não as ressaltam os búzios,
As linhas da mão, o horóscopo,
Nem os traços da grafia.

Não estão, nunca estiveram
Nessa ou noutra faculdade,
Nessa ou noutra anomalia.
Decorrem, sim, dos sucessos
E dramas do dia-a-dia.
Estão nas nossas vivências,
Na nossa idiossincrasia.

Nossas reais diferenças
Têm, pois, outra hierarquia.
Se as láureas as dissimulam,
A dor as evidencia.
Só a forja do caráter
Eleva e distingue um homem.
É de espinhos a coroa
que lhe dá supremacia.


(Do Livro" Estado de Espírito", de Sersank)
 
 
Imagem:
Banco de imagens do Google.
Disponível em:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7V8VdZfTeK41-EWypMF449OCkQcwNu8uHyTCnocZoGUWF4F6P1BmRQFhnb91IblVlpJPvIf39Y1-Hx4YwqvlzrJbn7HBlG5dn-wH_wvn0O38t79O0Iiqdjtxz8049Et8jrOOWLIqtJbQ/s320/27415.jpg
 
 

domingo, 23 de maio de 2010

ORIENTAL











Que eu dome, enquanto é tempo,

neste tempo de aflições,

as minhas más tendências e emoções.



Que eu cresça em singeleza e tolerância,

como crescem as taquaras

e fazem os bambuzais.



E, assim me curve e resista

quantas vezes necessário,

à fúria dos vendavais.


(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank)



Imagem:
Banco de Imagens do google
Disponível em:
http://www.inlinefeat.ch/


sexta-feira, 21 de maio de 2010

DOS ASPECTOS DA DOR










- I -
Por mais pungente é abstrata
A dor que nos outros vemos:
Só dói a que nos maltrata,
Só nos mata a que sofremos...

- II -

Decrescem, se constatadas,
As dores por nós descritas.
Mas, as dores fabricadas
São nossas outras desditas...

-III -

Ninguém a quer. Não nos tenta
Seu poder transformador.
Deus a tem por ferramenta.
Nós a chamamos de ... dor.


(Do Livro de Trovas de Sersank)

(DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS POR LEI)




Imagem:
http://memorias-de-um-amigo-imaginario.blogspot.com/2009_07_01_archive.html

sexta-feira, 7 de maio de 2010

QUADRINHAS DO AMOR DE MÃE









Vão-se ao vento uns ais pungentes
De mães... Que doridos ais!
De tantos, de tão freqüentes
Ninguém os escuta mais...
»«
Nos vôos, mãe, da memória,
Volto ao nosso antigo lar:
Sou personagem da história
De tua vida exemplar!
»«
Algo há de mães, algo nobre,
Nas roseiras esmerosas:
De espinhos a vida as cobre
E elas à vida dão rosas.
»«
Que triste sina a das mães
Sem lar, sob os viadutos!
Disputam sobras aos cães
Na lentidão dos minutos...
»«

(Do Livro "TROVAS DE SERSANK")
Foto do Banco de Imagens do google, também disponível em:
http://academicosonline.wordpress.com/2009/05/

sábado, 1 de maio de 2010

UM VELHO CLICHÊ




Merecem lembrados,
por imprescindíveis,
os homens que vivem
da força dos braços,
sem brio nos olhos
de brilhos escassos,
por seu coração
grande e fragilizado,
que se mostra, inteiro,
no sorriso fácil.

Homens que vivem
à margem do tempo,
imersos no Nada
que o tempo há de ser;
imersos nas sombras
do mundo, sem posses,
sem pressa nos passos,
sem razão de ser.
De rostos suarentos
e vestes horríveis,
Preenchem o espaço,
quase invisíveis.
Enxerga-os, valentes,
heróis sem bandeira,
que ao rude trabalho
se dão sem canseira!

Nos morros que rasgam,
nos rios que alargam,
nas pedras que lascam,
nas torres que erigem,
nas safras que sofrem,
no cerne das crises...


Ninguém lhes pesa as cotas de esperança!
Ninguém nunca lhes mede os sacrifícios!
É nada, infelizmente, o que percebem
do que lhes deve a Pátria em benefícios...

... Seu grande coração,
revela-se, frágil,
estrela incendida
no sorriso fácil.

(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank)

Imagem: Banco de imagens do google
http://pagina20.uol.com.br/18042007/especial.htm

POEMEDO






(Elegia da vida operária)



Silente é o clamor que refulge
nos olhos dos circunstantes
e foge, por entre as frestas
das paredes circundantes
e adentra bairros e becos,
para arrefecer distante...
Funesta, por mais freqüente,
é a nova que dissemina:

- Desabado o prédio;
- Naufragado o barco;
- Propagado o incêndio;
- Soterrada a mina.


Não tarda e, sem que se espere,
eventos tais acontecem.
Alteram, claro, a rotina..

Se diferença fizessem!...
Ao olvido,
simplesmente,
se destinam.

Não se espere desses homens
que reajam, furibundos.
Sentem-se os próprios culpados
em seus juízos profundos.

No éter perde-se o estalo
dos cabos. Perde-se o estrondo.
Um imprevisto intervalo
faculta o fato hediondo.
Perpetua-se o presságio
nas imagens repetidas:


fumos de tochas humanas;
janelas de quedas livres;
espumas de pós-naufrágio;
destroços de alvenaria.
Uns fragmentos das vidas,
num relance, interrompidas...


Se pairam no éter vozes
não repercutem bastante:
seu eco nos que se salvam
é o silêncio. Lancinante.


Mas não assusta o fragor
das máquinas hostis que movimentam.
São outras máquinas, tantas.
E é com certo pundonor,
que suas marcas ostentam.


Sangram o suor
entre noites mal dormidas
e dias sucessivos de exaustão.

Repartem, cada dia,
com seus magros filhos,
à custa de absurdos empecilhos,
a parte que lhes cabe de minguado pão.
Acrescem-lhe a farinha da esperança
e o sal da crença que lhe dá sabor.

Os filhos, não esperem outra herança
que a audácia de sobreviver.
Contentem-se: podem ter
os dias de carnaval,
televisor, celular,
o baile ao fim da semana,
o time de futebol...

Um dia, quem sabe, tenham,
também, seu lugar ao sol...


(Do livro: "Estado de Espírito", de Sersank)
Imagem: Banco de imagens do google, disponível em
http://www.rondoniadinamica.com/userfiles/TRABALHADORES%20CAMINHANDO.jpg

sexta-feira, 30 de abril de 2010

TRAGÉDIA URBANA






Duro acorde e dissonante,
súbito, altera a cadência do dia.
Ouviu-se um grito, a freada...
O impacto fulminante
estanca ao tráfego, a via..

Num átimo, esfacelado,
qual o fantoche de um Judas
de pano e areia, assim, fútil,
jaz o anônimo pedestre
sob um semáforo inútil.

Dezenas de rostos estupefatos
juntam-se, então, à sua volta.
Alguns estampam piedade,
outros expressam revolta.

Estridente, uma sirene
de ambulância abre caminho.
Agora um silêncio grave
sobrepõe-se ao burburinho.

Triste, a cantiga da vida,
na toada interrompida,
ensaia o seu recomeço.
Quem paga por essa vida?
Quem sabe o seu justo preço?

Acima dos limites da cidade,
com seus contrastes brutais,
altívolas andorinhas
grafam no éter, asinhas,
bosquejos originais...

Dir-se-ia terem sido
eleitas por emissárias
de um reino mágico, infindo,
para além do espaço anil.

Conduziriam ess’alma remida
ao portal da eterna vida
que a humana ciência, em vôos
rasantes, nunca atingiu?

Oh, sim, talvez tenha, entre elas,
ganhado duas asas libertárias
para as viagens interplanetárias
que os códigos divinos das estrelas
concedem aos que a morte redimiu.

... De novo se abre a sirene.
Os transeuntes seguem, frágeis,
entregues, muitos agora,
aos plúmbeos cismares seus.

Nenhum faz o esforço de olhar para o alto.
Mística - a mancha de sangue do asfalto
passa depressa aos velozes pneus...

(Do Livro "Estado de espírito", de Sersank)

Imagem:

http://www.alemtemporeal.com.br/_EDITORIAS/municipios/2598_img_chamada.jpg

sábado, 24 de abril de 2010

CONVITE


UK 2010 >> aktualaj informoj pri la UK, aliĝilo, UK-perantoj, Kongresa Regularo k.t.p.

UK 2011 - 96-a Universala Kongreso de Esperanto, 23 - 30 julio 2011, Kopenhago - Danio

UK 2012 - 97-a Universala Kongreso de Esperanto, Hanojo – Vjetnamio


Kontaktu: Universala Esperanto-Asocio

Nieuwe Binnenweg 176

3015 BJ Rotterdam

Nederlando

telefono: +31 10 436 1044

faksilo: +31 10 436 1751


quarta-feira, 21 de abril de 2010

REGISTRO





“Suave é viver só. Grande e nobre é viver simplesmente.”
Fernando Pessoa


Vejo, com certa freqüência,
nalgum ponto da cidade,
o velho Tião Verdureiro,
um desses heróis anônimos
que faz a adversidade.

Negro esquálido, sozinho,
de voz já quase inaudível
e prosa fluente e boa.
Enquanto sabe possível,
leva a custo o seu carrinho
sob sol, sob garoa.

 Nele, no seu passo lento,
corporifica-se o tempo,
refém de alguma saudade.

Vejo-o como Jean Valjean,
guerreiro de alma-criança,
a levar viva no peito,
como um archote, a esperança.

Detém, bem sei, esse dom
de crer que, dia após dia,
vai melhor a humanidade.
Nem o fantasma da morte
o estorva, assim, de sonhar.
Por isso, em lugar de triste,
é terno o seu caminhar...

Ah, velho Tião verdureiro,
 por viveres, simplesmente,
ensinas a probidade!
Antes que adentres o reino
ao alto da estreita via
que a todos nos desafia,
um tanto, talvez não muito, 
da tua tenacidade
há de ficar para sempre 
no coração da cidade!...

(Minha homenagem ao Velho Tião, de Rolândia, um cidadão exemplar)

Imagem:
Foto extraída de um vídeo clip de José Carlos Farina, disponível no You Tube)

terça-feira, 20 de abril de 2010

NOS VALES DA SOMBRA E DA MORTE




Contam-se por milhões, nas circundantes
Regiões astrais da Crosta, algo aturdidas,
As almas imperfeitas, atingidas
Pelas divinas leis. Almas errantes,


Fugindo, quase sempre às torturantes
Retaliações de vítimas feridas...
Um quadro assaz dantesco!... Estarrecidas,
O horror do Averno trazem nos semblantes...


Cingem-se lupanares e calvários
Na espessa névoa, ali; tumultos vários
Em frêmitos de estranhos estertores.

 Mas, onde surja a prece, nesses planos,
Chega o socorro dos “Samaritanos”.
Jesus chega por esses benfeitores.

(Soneto de Sersank, do opúsculo "Oásis de Luz")

 DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS POR LEI

 
Imagem:

Nattini-Inferno-canto-III-1919-1930-umbral
http://ensinosespiritualistas.blogspot.com/2009_12_01_archive.html

domingo, 18 de abril de 2010

OÁSIS DE LUZ

(O LIVRO DOS ESPÍRITOS, lançado em 18/04/1857, está há 153 anos, iluminando consciências e antecipando o futuro da humanidade)



Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita


Havendo pervagado, a passo incerto,
por todos os caminhos; já provado
nas aflições do mundo, extenuado,
assim como o viandante no deserto,


vi-me do véu das ilusões liberto,
ergui-me dos escombros do passado,
a doce paz da crença tendo achado
n’ O LIVRO DOS ESPÍRITOS, aberto...


Sorvida a Água Viva que sacia
a sede do saber, nova energia
inebriou-me, fez-me leve a cruz!

Se trazes, meu irmão, tu’ alma opressa,
abra esse livro sem temor, sem pressa:
que oásis te será, também, de luz!

(Soneto de Sersank Kojn, do opúsculo "Oásis de Luz")




             
                                                          
Imagens do google (free)

DOR E TÉDIO


















“O tédio é a dissolução da dor no tempo” (E. Junger)

No fim, que resulta
das coisas
que os homens,
inconseqüentes,
querem, à mão?

Pobres se amuam,
ricos bocejam,
morde-se o louco,
chora o ladrão.

Prende-se ao leito
de dor, contrafeito,
um artista, um juiz;
faz-se beata
a que foi meretriz...

Ninguém se realiza.
Ninguém chega ao topo.
Ninguém é feliz.


(Direitos autorais protegidos por lei. Proibida a reprodução sem citação da fonte e autoria)
(Foto extraída do site http://poemasetsonetos.blogspot.com/2009/05/ao-espelho-tu-que-nao-foste-belo-nem.html


Rolândia, 03/10/2006

quarta-feira, 14 de abril de 2010

EXORTAÇÃO DA ESTRADA





Audaz viajor da vida, enxerga no horizonte
A rota que se estende às plagas do Infinito!
No entanto, sobre a Crosta, milenar precito,
Não te declares rei. Não tens laureada a fronte...


Há muito a percorrer. Extenuado, aflito,
Procura o vértice da vida - a eterna fonte -
E crê no amor: só pelo amor se eleva a ponte
Que liga o chão terreno ao zênite irrestrito!


De mui distante vens, pra bem distante vais:
Das lides da caverna aos lumes siderais,
Da escuridão do mundo aos louros do porvir!


Não mais prossigas só, sem bússola ou roteiro:
Precisas ter Jesus por guia e companheiro.
Sem Ele a marcha é vã; inútil, prosseguir.

(Do opúsculo "OÁSIS DE LUZ" - Sonetos de Sersank Kojn)

(Direitos autorais protegidos por lei)


Imagens:


http://www.culturalivre.net/2007/08/22/poemas-com-mensagens-para-reflexao/


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoUsN1HNfQ-VEraYgRPpi1tZXntT33fCxkjWNKShxbPJFnnS9uQgi_XUL3JP_afwd5MrKBVxFbkfX1GuIji2ot-zzC06bM1c9AhckXhrjnT-o6hB5DwDWHUtFzGYHy_3xzAU3uGRH9RL7r/


segunda-feira, 12 de abril de 2010

ENQUANTO GIRA A TERRA...





Enquanto gira a Terra, alheio à transcendência
Do próprio ser, nos seus arcanos e escaninhos,
O homem, insculpe nos etéreos pergaminhos,
à lágrimas e à sangue, a saga da existência.


Agita-se ao fragor dos densos torvelinhos
Do senso e da paixão. Do êxtase à insolência,
Ora desdenha Deus, ora endeusa a Ciência
E erige, entre sermões e festas, - pelourinhos...


Enquanto gira a Terra, majestosamente,
O homem, dominador, quanto a faz excelente,
A faz filha do horror no regimen da guerra...


Mas, quem está no leme é o Cristo, a nave é sua.
O zênite, por rota, a viagem continua...
E o homem evolui, enquanto gira a Terra!...


(Do opúsculo "OÁSIS DE LUZ" - Sonetos de Sersank Kojn)


(DIREITOS AUTORAIS REGISTRADOS E PROTEGIDOS POR LEI)

Imagem:
http://www.guiageo-caribe.com/imagens/americas-nasa.jpg

quarta-feira, 7 de abril de 2010

ESTÓRIAS...




Estórias as mais bonitas
dissolvem-se ao pó das sendas.
Por vezes se tornam lendas,
não raro, nem são escritas.


No seio do vulgo ocorrem,
no seio do vulgo morrem,
as estórias mais bonitas...


Não se perdem, todavia.
Os seus heróis vão e voltam
como folhas que se soltam
da árvore-mãe que as recria.


Voltam nas aulas da vida -
essa mestra incompreendida
que ora pune, ora premia...


No seio do vulgo ocorrem,
no seio do vulgo morrem
as estórias mais bonitas...


Não se perdem, todavia...


(Do livro "Estado de espírito", de Sersank Kojn)

DIREITOS AUTORAIS REGISTRADOS E PROTEGIDOS POR LEI

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http://www.osmarvg.com/2010/02/pastores-presos-nas-ferragens-de-acidente-louvam-a-deus-com-hinos-e-levam-os-bombeiros-as-lagrimas/

terça-feira, 6 de abril de 2010

Presos nas ferragens de veículo acidentado, evangélicos morrem cantando

Pastores presos nas ferragens de acidente louvam à Deus com hinos e levam os bombeiros às làgrimas.


Dois pastores evangélicos e um motociclista morreram num acidente envolvendo sete veículos, na manhã de ontem, na Rodovia do Contorno, trecho da BR 101 que liga Serra a Cariacica.
Os religiosos pertenciam à Igreja Assembleia de Deus e haviam saído de Alegre, município da Região Sul do Estado, rumo a uma convenção estadual da igreja em Nova Carapina II, na Serra.
Os veículos – cinco caminhões, uma moto e um automóvel Del Rey – bateram um atrás do outro. O engavetamento aconteceu às 8h15, no quilômetro 277, na Serra. Os pastores estavam no carro.
Tudo começou quando um caminhão freou por causa do intenso fluxo de carros no sentido Cariacica – Serra. Os veículos que vinham atrás dele frearam também, mas o último caminhão – de uma empresa de cerveja – não conseguiu parar a tempo. Com isso, os veículos que estavam à frente foram imprensados uns contra os outros.
Os pastores José Valadão de Souza e Nelson Palmeira dos Santos e o motociclista Jonas Pereira da Silva, 52 anos, morreram no local. Dois outros pastores, que também estavam no Del Rey, sobreviveram, e o motorista de um dos caminhões sofreu arranhões nas pernas. Nenhum dos outros caminhoneiros ficou ferido.
O proprietário e condutor do Del Rey é o pastor Dimas Cypriano, 61 anos, do município de Alegre. Ele saiu ileso do acidente e teve ajuda do motorista José Carlos Roberto, carona de um dos caminhões, para sair do veículo.
Seu amigo de infância, o pastor Benedito Bispo, 72, ficou preso às ferragens. Socorristas do Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu) e bombeiros fizeram o resgate dele. O pastor teve politraumatismo e foi levado para o Hospital Dório Silva, na Serra.
A mulher de Benedito chegou a ver o marido sendo socorrido e teve que ser amparada por um familiar. Ela também seguia para a convenção num outro veículo. A rodovia ficou interditada durante vários momentos da manhã de ontem nos dois sentidos. O trecho só foi totalmente liberado no início da tarde.
O pastor Dimas Cypriano, que sobreviveu ileso ao acidente na manhã de ontem, no Contorno, contou que usava cinto de segurança e que ficou preso ao tentar sair. Ele dirigia o Del Rey e disse que precisou de ajuda para sair do carro. Mas depois continuou no local, acompanhando os trabalhos de resgate do colega, Benedito Bispo. Nas mãos, levava uma Bíblia que ficou suja de sangue. Mas isso não impediu que o pastor orasse durante o socorro.
O mais comovente do triste episódio, foi o relato dado por 2 pastores sobrevivente, e pelos bombeiros que tentavam tirar os pastores ainda com vida, que estavam presos nas ferragens.
As testemunha citadas acima, contam que os pastores Nelson Palmeiras e João Valadão, ainda com vida e presos nas ferragens, em meio a um mar de sangue que os envolvia, começaram a cantar o Hino 187 da harpa cristã:

Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Ainda que seja a dor
Que me una a ti,
Sempre hei de suplicar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!


Andando triste
Aqui na solidão
Paz e descanso
A mim teus braços dão
Nas trevas vou sonhar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!


Minh’alma cantará a ti Senhor!
E em Betel alçará padrão de
Amor,
Eu sempre hei de rogar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!


E quando Cristo,
Enfim, me vier chamar,
Nos céus, com serafins irei
Morar
Então me alegrarei
Perto de ti, meu Rei, meu Rei,
Meu Deus, de ti!

Aos poucos suas vozes foram silenciando-se para sempre.
As lagrimas tomaram conta dos bombeiros, acostumados a resgatar pessoas em acidentes graves, porem jamais viram alguem morrer cantando um hino; como foi o caso dos pastores Nelson Palmeiras e João Valadão .


Notícia disponível no O Galileo

Fonte:
http://www.osmarvg.com/2010/02/pastores-presos-nas-ferragens-de-acidente-louvam-a-deus-com-hinos-e-levam-os-bombeiros-as-lagrimas/

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Trova de um dia triste








Por amar a humanidade,
O Cristo, Sol, solitário –
Sol da solidariedade,
Se pôs no Monte Calvário.

(Do livro Estado de espírito, de Sersank)

Imagem:
http://viverossegundos.blogspot.com/2009/04/nos-vos-adoramos-e-bendizemos-o-cristo.html

EM TRIBUTO AOS BALUARTES


"In memoriam" daquele que na Terra chamou-se FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, renomado líder espírita, falecido na cidade de Uberlândia-MG, em 30 de junho de 2002, aos 92 anos de idade, 75 dos quais dedicados ao apostolado mediúnico.


Arquétipos raros - bastiães do futuro -
assomam, por vezes, na tosca morada
de humilde mulher.
Faróis que arrefecem. De berço, dispensam
honores, haveres, mercês, regalias
ou dotes quaisquer...

Cândidos condores, na estepe em que pousam,
Distendem, a eflúvios dos cimos que habitam,
O olor do porvir.
Tesouros de amor, porque os têm, compartilham.
Caminhos de paz, porque expandem, recriam.
Apraz-lhes servir.

Da vida plebéia, os rigores, sem queixas,
suportam. Serenos, à luta se entregam.
Alteiam-se a sós.
E, dia após dia, os que a sorte flagela
acorrem a vê-los, repousam dos fardos
a ouvir-lhes a voz...

Sem cátedra, embora, revelam-se sábios.
E, humildes, conscientes do bem que nos fazem,
conservam-se bons.
Se lhes hostilizam rivais insensatos,
perdoam, esquecem; silentes, prosseguem.
Dividem seus dons...

Não movem-se à febre do ouro, selvagem,
que a néscios e frívolos toma, de assalto,
nos volteios seus.
A abóbada azul tem por teto inconsútil
da igreja maior onde todos os homens
são filhos de Deus.

Protótipos raros dos seres luzentes
que, um dia, seremos – por ora não passam
de heróis sem troféus.
No entanto, com eles, o Cristo prossegue
na faina incessante de unir toda a Terra
ao reino dos céus.

(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank)

Imagem: Google- Dalhe Mongo

(Direitos autorais registrados sob o nº 366.196, Livro677, Fl. 356
- Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro)

terça-feira, 30 de março de 2010

O RESTAURADOR










Na tela sempre fresca da janela
que o prende a um tempo e lugar,
há colibris nos canteiros
e flores que, findo o dia,
agrada-lhe cultivar.

Quase nunca queda a vê-los.
Nem sente o tempo a passar.
Move-se a crer que haja coisas
que se possa eternizar...

Como ao baú de Pandora
pudesse as depositar,
restaura, serenamente,
uma e outra, obra sem par:
restos de vidas dispersas,
suas fragrâncias no ar.

Paciente, serenamente,
ouve do tempo o rumor.
Só ele sabe o que sente,
no enlevo de seu labor,
o que lobriga, ao curvar-se,
no jardim, emurchecida,
sua mais recente flor.


 
(Do livro "Estado de espírito", de Sersank)
(Os direitos autorais do livro "Estado de espírito" estão registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (Ministério da Cultura), sob o nº 366.196, Livro 677, Folha 356)
(Proibida a reprodução de qualquer fragmento, sem citação da fonte e autorização do autor)

sábado, 27 de março de 2010

ARTE POÉTICA



























Não há, poeta, estancar
a geratriz do poema.
Não há falseá-la no ópio,
enclausurá-la em doutrina,
submetê-la a sistema.


Atemporal, surterrena,
a realidade é seu tema.
Sonhá-la, subvertê-la,
recriá-la a todo instante:
a isso serve o poema.

Nele, pois, haja verdade,
por mais odiosa, obscena.
Seja um cântico de guerra
ou mera cantata, amena;
narre uma nobre façanha,
evoque um voraz dilema,
louve a esperança mais alta,
grite a vergonha suprema...
Não há, poeta, estancar
a geratriz do poema.



(Do livro "Estado de espírito", de Sersank)

(Direitos reservados e protegidos por lei)

Imagem:
http://sosickofdebt.files.wordpress.com/2008/07/happy-pic-small.jpg

quinta-feira, 25 de março de 2010

INTERLÚNIO




“Fecha os olhos e tenta não ouvir
a voz deste perfume
que vem rolando de outras noites
feitas para velar.”

(Poema de A. F. Schmidt “Fonte Invisível”)



Quem poderia imaginar
que - opostos de vulcões -
buracos negros
nascidos na imensidão cósmica,
tragassem os astros à volta,
Consciência que se arde em chamas?

Percutem em nós rumores
de guerras inacabadas;
suspiros incompreensíveis,
amores de eras extintas.

Que vale um leito de ninfa
se o néctar dos seus lábios
envenena aos que seduzem?

O que somos nós, os homens?
- Almas crianças que choram
e riem, depois, de si mesmas.
Guias que fazem caminhos
e a sós os têm de trilhar.

Um brinde ao vulcão da noite!
Essa taça
que os deuses todos sorveram
nos é baldado escusar!...

Roube–nos ele, esta luz, não a interna.
Em breve - pirilampos, sem fronteiras,
havemos de o devassar.


(Do Livro "Estado de Espírito", de Sersank)














Imagem: Foto de José Jácome/Erupção do Fulcão Tungurahua, no Japão, disponível no google

segunda-feira, 22 de março de 2010

AMIGOS, CERTOS AMIGOS...









Enquanto muito tens,
se algo lhes dás,
quais meretrizes
te afagam, te bajulam,
te assediam;
até pelos defeitos,
os mais vis, que ostentes,
fazendo-se rogados, te elogiam...

Mas quando não mais tens
dos bens que aspiram
ou quando do que tens
nada mais tiram,
de longe, em te avistando,
o olhar desviam.

Até por certas coisas que segredas deles,
(mas que bem sabem por virtudes tuas),
entre eles, sem que saibas, te ironizam,
te escacham, te esculhambam,
te vilipendiam...



(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank Kojn)


Imagem:
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=10621

sábado, 13 de março de 2010

NÊNIA DA MORTE DAS CRENÇAS










Hora do ângelus...
Vésper, distante,
no céu tremeluz.
Dobram os sinos
nos campanários
por nossos destinos
tão temerários...

Com eles, em harmonia,
morre a tarde... e para muitos
morre o que é o último dia..

Meu Deus, mas aquele
abutre pousado
no alto da cruz!...

... Hospeda a alma do Tempo
que vem, vencedor, e espreita
a irreverência dos homens
ante o estandarte da luz?

Ei-lo que voa e revoa
e gruda as garras na cruz!
- Por certo que se deleita
a ouvir a oblação funérea
dos sinos a que faz jus...



(Do livro "Estado de espírito")


DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS POR LEI


Imagem do abutre:
http://privilegiosdesisifo.blogspot.com/2008_01_01_archive.html
Imagem do campanário: http://images.uncyc.org/pt/e/e4/Campanario.jpg




sexta-feira, 5 de março de 2010

VIVER É SER LÂMPADA ACESA



















Não se há de ter, num átimo, extinta
a flama da consciência que dos sóis nos vem.
Morrer é ver que estão a escoar os sonhos,
os restos de sonhos que ainda se têm, 

na antiga ampulheta em que as noites e os dias
alternam-se, insulsos, como contas de rosário
e lhes digamos – amém!

Mais que levar para adiante esse corpo-escafandro,
viver é ser lâmpada acesa -
sonhar, re-sonhar, resistir, reverter;
fazer, cada momento, o necessário:
um fruto da fé florescer.

Ser lâmpada é ter caráter,
guardar a honra e o dever.
É ser a todo o tempo coração.

Assim, oblatar, na madrugada,
uma festa de gala, esperada,
por um amigo a morrer
num leito de longa aflição.


Ser lâmpada é possuir
como virtude, ess'arte
de, calmo, silenciar-se
sob avalanche de insultos.

Arte de, em meio a famélicas feras,
quando não, estremecê-las,
num brilho de olhar, contê-las.
É ter tais poderes “ocultos”.

Ser lâmpada é viver pura e sensatamente,
rir de si mesmo, rir da vida alegremente;
não ter de se curvar ante o nefando,
não ter de que fugir e o que esconder.


É um par de asas insculpir no coração
e nunca se constranger
de pousá-lo, novamente, quando,
o tendo alçado às nuvens,
chamar-lhe a voz da razão.

Viver é ser lâmpada acesa...


(Do Livro: Estado de espírito, de Sersank)

Imagem:
http://www.luzdoscaminheiros.com.br/luzdoscaminheiros/page39.aspx


(Direitos autorais assegurados por lei)

segunda-feira, 1 de março de 2010

SOBRE O GOSTO DE VIVER

























 Os anos passam e, via de regra,
percebemos que lá no íntimo
vivem em nós os infantes que fomos.
Quando menos se espera,
ei-los que surgem e acenam para nos lembrar
que por nada temos nos aborrecido,
que não valeu a pena termos depressa perdido
a vontade de brincar.

Continuamos crianças.
A diferença é que
habituamo-nos a aceitar,
sem a mesma relutância,
as coisas acres, as coisas
estranhas que a vida tem ...

E, assim como terminamos
por gostar de gilós, de cebolas
e de pimenta, à mesa,
cedo nos destemperamos:
ora deitamos amargos,
ora acordamos azedos.
Cedo aprendemos a não confiar em estranhos.
Mas ficamos estranhos também.




Poema do livro "Estado de Espírito", de Sersank Kojn

(Direitos autorais protegidos por lei)


Imagens:


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COMENTÁRIO DE ISABEL FURINI, laureada poeta e escritora sobre a obra poética "Estado de Espírito"

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Letra: Sersank (Sergio S. Cunha)
Música: Irineu Santa Catarina


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ESPERANTO: La solvo (A solução)

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EL VIAJE DEFINITIVO - Poema de Juan Ramon Jimenez

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