sábado, 27 de fevereiro de 2010

CENA COMUM DE DECESSO




Agonizando, a um canto, rememora
o enfermo, já sem algo a que se escude,
Extratos de episódios que, amiúde,
Deixaram cicatrizes. E os deplora...

Enfrenta o medo, um grande medo, agora,
Extintos os prazeres da saúde.
Os rostos de um cortejo e um ataúde,
Por cena afasta e atrai. É a extrema hora...

E, cônscio de que o tempo escoou em vão,
Reluta, enfim, à desencarnação,
Maldiz a enfermidade, grita e chora...
............................................................................
Como outros tantos!... Se tendesse à prece
Entreveria a luz que resplandece
Além da morte, em permanente aurora...


(Do opúsculo "OÁSIS DE LUZ" - Sonetos de Sersank Kojn)





(DIREITOS AUTORAIS REGISTRADOS E PROTEGIDOS POR LEI)


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http://www.free2use-it.com/gallery/photo/l3/2183/Pôr_do_Sol

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

HAICAIS










Holocausto
Jamais uma rês
Suspeite o custo do pasto.
Sacie-se em paz!...


Gravura
Senhor do seu poderio,
na tarde de estio,
o sol se banha no mar.


Definição
Amar não está
No prender-se o que se quer.
Amar é se dar.



Sonho de fim de milênio
Ensarilham armas.
Erguem pontes, rompem muros.
Elevam-se os homens.



Presságio
Um bruxo há na espreita
Dos dias, infenso e belo:
O abutre no azul.


Intuição

Porque dos astros egressos,
os astros nos lembram
os que nos deixaram.


Vandalismo

Duendes voam na brisa,
arrancam as pétalas

das flores e riem...

Sensatez
É apenas detalhe
o abutre no campanário.
O céu está azul.
 
(Do livro: "Estado de Espírito", de Sersank)

(DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS POR LEI)
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http://img512.imageshack.us/i/sombrasgi9.jpg/

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

OBSTINAÇÃO



Cada dia, cada instante,
como Sísifo, sozinho,
morro acima, morro adiante,
rolo a pedra do caminho.

Uhhrrhh...
Não sou Atlas. Pesa um mundo
a pedra do meu queixume.
Mas dela me livrarei
depois de elevá-la ao cume.

Depois de elevá-la ao cume
verei as garças ao sol,
verei as noites de lua,
o campo, em flor, no arrebol...

Agora, no meu caminho,
há tão somente uma pedra,
só esta praga de pedra!

Uhhrrhh...


(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank Kojn)

(Direitos autorais registrados e protegidos por lei)

Imagem:
http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Mito_de_S%C3%ADsifo

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ESTÓRIA DE VILAREJO




Valdério era um velho surdo
e contumaz galhofeiro,
ranheta como ninguém.
Tratava com vitupérios
até os que o tratavam bem.


- Toma cuidado, Valdério!
- Cuidado, a linha do trem!
- Valdério, olha o trem, cuidado!
Voltava-se com desdém.

Era surdo, mas não cego.
É claro que via o trem!
Uma dia, os seus desaforos
que o prefeito, o delegado,
sabiam por nhe-nhe-nhem,
ousara os dizer, de frente,
aos desafetos do Além...



Foi assim que os moradores
do lugar – gente de bem –
com cruz ornada de flores
  marcaram, como convém,
o triste fim do Valdério
  no trecho em que apita o trem.
                                                                                 
                                                                       Sersank Kojn (Do livro: Estado de espírito)
         
 (Direitos autorais registrados e protegidos por lei)
Fonte:

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Trova da realidade





Na quarta-feira de cinzas,
ei-los de volta às rotinas:
sem as máscaras, ranzinzas,
Pierrôs e Colombinas!

                             Sersank Kojn

Imagem:




(Trova do livro "Estado de Espírito")

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Trovas para reflexão





Perdoar... Não há outro jeito
De abrandar o coração,
Quando nos cravam no peito
A adaga da ingratidão.


Cólera, dor, rusga e sangue
Deixa a calúnia onde avança.
Mas, volta, qual bumerangue
De encontro ao louco que a lança...


Se – tíbios - os bons se calam
Quando, à volta, os maus rugitam,
As leis do terror se instalam
E a todos infelicitam.


Eis uma nota indigesta
No indiscutível teor:
Não raro ao que menos presta

É que se presta valor...

D’onde vem essa alegria
Algo bizarra, infernal,
Que às multidões contagia
Nos dias de carnaval?


Fuja aos encantos macabros

Da larga estrada do mundo!
Margeiam-na volutabros
Do abismo, ao termo, profundo!


As tentações são doenças
Rondando o campo mental.
Se há mal nas coisas que pensas
E as não dispensas, vais mal...


Nem mesmo a fé que dizemos
Ter em Deus, de viva voz,
Nos dará o que nós queremos
Se nada dermos de nós.

Se a ave se habituar
Ciscando coisas do chão,
Desaprende de voar,
Perde o gosto da amplidão...


Eis infalível sentença
Aos que se afastam do bem:

Onde se instala a descrença
Não tarda a revolta vem...


( Do livro "Estado de espírito", de Sersank)


Imagem: www.sandranunes.com/brasil/teresa_large/carnaval_santa _teresa.jpg

 

domingo, 14 de fevereiro de 2010

UMA PROPOSTA AOS SENSÍVEIS











Mistério das coisas! Em tudo existe
 Um coração que sente e que palpita
Desde o sol rubro até à urze triste!”
           Florbela Espanca (A Voz de Deus)


Refutem-nos os ateus
Com seus conceitos banais:
Em tudo vemos sinais
Da força magna - DEUS.
Na própria efemeridade
Dos seres e situações
Ressumbra a perenidade
Dos almos, divinos dons.
Sondemos a natureza,
Sua mágica grandeza,
Olores, imagens, sons!

Na pauta da celeste sinfonia
Desfaz-se, por mais dure, em harmonia,
Toda nota dissonante
De desesperança e dor.
O cântico celeste
que na sarça ardente
Ouviu Moisés,
à Voz do Onipotente,
Ressoa pelos ares, cada instante.
É tudo vibração de amor!

Se em galácticos conjuntos
há infinidades de mundos
os seus pélagos profundos,
que tesouros não contêm?!
Que mágica imensa a da Vida!
Que arca imensa de arcanos!
Em dualidade de planos,
tudo canta: glória ao bem!



A Força que impulsiona os universos
vincula-nos a todos - os seres dispersos
que em faixas vibratórias, amolda e lapida..
E assim como incende as estrelas de vida
Estende-a p’ra além do sistema do sol.
Assim reproduz, por amplidões afora,
O vôo do albatroz, ante o matiz da aurora,
O canto vesperal de um rouxinol.


A luz que dimana dos sóis do infinito
Resplende nos seres, do arcanjo ao granito;
No tempo e no espaço resplende essa Luz.
Abramos-lhe n' alma, à sua cósmica aragem,
Janelas em flor, pois distende a mensagem
Daquele que os homens chamamos - Jesus.

(Do livro "Estado de espírito", de Sersank)


sábado, 13 de fevereiro de 2010

À CRIANÇA ABANDONADA


"Enquanto permitirem que as crianças sofram,

não existirá amor verdadeiro no mundo."

Isadora Duncan


Quando a noite, enfim, te alcança,
O que sonharás, criança,
Ao cintilar dos néons?
Há fantasmas, ao relento,
Uivando, uivando no vento,
Não podes ter sonhos bons...

Mal sabes teu sobrenome
E, arrostando frio e fome,
Com outros iguais, ao léu,
A duras penas aprendes
Que não há fadas, duendes,
Nem mesmo “Papai Noel”...

Ecoam nos teus ouvidos
Os tétricos estampidos
Da noite da Candelária.
E lembras (como os contê-los?)
Os suplícios – pesadelos
Da convivência diária.

Sem um tutor que te estime
Desces às raias do Crime -
E te embruteces ali.
Fumas, brigas, te embriagas,
Cheiras cola... Que mais pragas
Satanás despeja em ti?

Por certo, revel, rejeites
Afagos de mão piedosa...
Maldita é a mão criminosa
Que te impele para as ruas!
Maldita é a mão sorrateira
Que ao submundo te manda
E, em sórdida, vil ciranda,
Faz com que te prostituas!

Assim, no escoar dos dias,
Sem dar azo a fantasias,
Pouco esperas do amanhã.
O mundo adulto te esfola,
Mas, tens direito a uma escola,
Direito a uma vida sã...

É inconcebível que, em busca
Do cobertor que desejas,
Mesmo as portas das igrejas
Não se abram para ti!...
Que namores, esfaimada,
Guloseimas na vitrine,
E, pronto, alguém te incrimine:
- "Arreda esses pés daqui!".

É inconcebível que clames
Tão rente aos nossos ouvidos
E nós - teus irmãos crescidos –
Teimemos em não te ouvir!
Que vivas, expatriada,
Sob os céus de teu país
Sem chances de ser feliz,
Sem ter para onde ir...
............................................................................
Quando a noite, enfim, te alcança,
O que sonharás, criança,
Ao cintilar dos néons?
Há fantasmas, ao relento,
Uivando, uivando no vento,
Não podes ter sonhos bons...

(Direitos autorais registrados e protegidos por lei)

Imagem:

http://normandus.files,wordpress.com/2009/03/meninos-de-rua.jpg

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

DAS POUCAS OPÇÕES AO DESESPERO



“... Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
Amar e malamar,
Amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?...”
Carlos Drumond de Andrade
(“Amar”)



Fugir, como o faz o eremita,
tenhas por que, tenhas como,
não te trará a solução.
Prostrar-se é admitir queda iminente.
Chorar anula o esforço da reação.
Exasperar-se é remover a tampa
de escuro, espurco alçapão.
Vingar-se é se lançar no labirinto
que erige a consciência em convulsão.

Roubar é ter, feito bicho,
que enveredar-se, de noite,
entre penhascos, em bruma.
Aniquilar-se – oh, não queiras,
não queiras nunca isso, não!
Seria -auto-traído - auto-sentenciares,
ao fim da declinante trajetória,
a queda em mais profunda depressão.

A vida a reparar,
te seja o justo fardo.
... .Perdoar quanto te custe,
esquecer quanto te doe,
reconstruir, por que não?

Que a via alternativa
ao que se eleva é a crucis
e há de ser sempre
a mais distante e estreita,
a porta do lado bom.

A velha e sábia antítese do desespero
é o frágil sustentáculo do sonho.
Não pares. Não desistas. Não descreias:
a mágica da vida vitoriosa, meu amigo,
é sempre, e sempre e sempre, o recomeço.



Sersank Kojn

(Direitos autorais registrados e protegidos por lei)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

DAQUI A MIL ANOS...




Apesar dos dissabores
de outro dia exaustivo
e do estômago frio,
enclausurado no tráfego,
calmo e, quem sabe, feliz
pelo carro financiado,
ouvirei o CD surrado
de um triste cantor boêmio
que chamou-se Astor Piazolla.
Eu - um chinês operário,
ou filho pobre de Angola.

Os bem-nascidos, burgueses,
esnobando séqüito e pompa,
como os que hoje fumam havanas,
mesmo conscientes de serem
peças de odiosos esquemas,
continuarão rindo à toa,
flutuando, em trajes de vôo,
por cima da carne seca.

Ouvirei de terremotos
e de nações onde a guerra,
é ameaça às nações livres;
de povos amordaçados,
de conflitos, de incertezas,
de agressões à natureza.
E das benesses que trouxe
um novo estado ou regime.

Ouvirei falar de drogas,
de casamentos em crise,
de misérias, de doenças
e da ascensão da violência
nos milhares de países.

Por não termos destruído
as nossas velhas barreiras,
não me espantarei de ver
ainda a ditar suas regras
a ignorância e a loucura.

O mal, enfim, do planeta
virá, como sói ter vindo,
dos genes dos trogloditas
presentes nas criaturas.

E a lua estará brilhando
acima dos mesmos homens -
soberana de seu tempo,
ledora de seus destinos.
Sersank Kojn
Do livro "Estado de Espírito"
Imagem: Google, disponível em
http://obviousmag.org/archives/2008/09/imagens_futuristas_retro.html, acesso em 08/02/2010.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

APONTAMENTO




(Ouvindo cantar o andarilho em certa noite vazia)
“As cousas não têm significação: têm existência.
As cousas são o único sentido oculto das cousas.”
                                                                                 Fernando Pessoa


As cousas com o tempo
tornam-se elas mesmas:
perdem essa aura
de importância que lhes pomos -
essa capa de magia.


As cousas, todas, sistêmicas,
concretas, subjetivas,
vagas, difusas, confusas,
distantes, amorfas, vivas -
perdem, todas,
com o tempo,
força e peso e
forma e brilho.


A noite inextrincável que as revolve, imensa
e soberana do mais ínfimo ruído,
a noite, unicamente -
coisa estranha -
faz sentido.


(Do livro "ESTADO DE ESPÍRITO, de Sersank Kojn)


(Direitos autorais assegurados e protegidos por lei.)

Imagem do google, sem crédito


O FILME

"Nosso Lar" deve chegar aos cinemas em setembro
Divulgação
"Nosso Lar" mostra a primeira etapa da vida após a morte. Cinéfilo que se preze deve se lembrar da obra-prima do autor japonês Hirokazu Kore-Eda, "Depois da Vida". Após a morte, as pessoas são levadas a uma estação intermediária, na qual escolhem o momento de suas vidas que será recuperado para que elas o levem para a eternidade. Kore-Eda talvez não tenha lido Chico Xavier, e muito menos o primeiro dos 16 livros que lhe foram ditados pelo espírito de André Luiz, mas a essência é parecida. "Nosso Lar" mostra a primeira etapa da vida após a morte. Neste ano do centenário de nascimento de Chico, não é só a vida dele que ganha filme dirigido por Daniel Filho, com estreia prevista para a Semana Santa, quando se estará comemorando a data. "Nosso Lar" também vai chegar ao cinema, mas só em setembro. No mês que vem, Lon Molnar conclui os efeitos de "Nosso Lar" e a previsão da produtora Iafa Britz, que assina o filme pela Cinética, empresa do diretor Wagner de Assis, é ter a primeira cópia pronta em maio, para trabalhar o lançamento, que deve ser um dos mais importantes do ano. Iafa inicia nova etapa profissional abandonando a Total Entertainment, que lança na sexta, no País, "High School Musical - O Desafio". Não houve briga entre as partes que compunham a Total. "É o momento de eu seguir carreira-solo", diz Iafa, mas "Nosso Lar" ainda não tem a marca de sua produtora. São pelo menos cinco anos de trabalho. Iafa ouviu do diretor que queria fazer este filme pela primeira vez em 2004 ou 2005. Não foi fácil adquirir os direitos do livro, mas as coisas começaram a se tornar viáveis quando a Fox embarcou no projeto. Para os padrões do cinema brasileiro, é um filme caro e os efeitos contabilizam cerca de 30% do custo - os mais caros da cinematografia nacional. Iafa explica que valeu a pena esperar. "Há cinco anos não tínhamos dinheiro nem a tecnologia necessária para fazer o filme com acabamento." "Nosso Lar" trata do choque das pessoas na passagem para outras esferas. "Temos um elenco muito forte e eu seria irresponsável se começasse a destacar algumas participações, mas não resisto a enumerar duas. Renato Prieto faz o protagonista e é através dele que entramos nesse universo. Rosana Mulholland vai deixar todo mundo chapado. Ela é a personagem que se revolta com a morte e quer voltar. Acredito que seja a personagem mais passível de identificação e ela, além de belíssima, põe intensidade de arrepiar nas cenas." Iafa Britz ainda está muito envolvida no processo de Nosso Lar, mas gostaria muito de acreditar que, se o filme estourar, como espera, as pessoas não reconheçam somente a importância e emoção do tema. "Essa equipe toda está ralando muito para fazer o grande filme que Nosso Lar merece. Chico Xavier foi um iluminado, todo mundo sabe. Daniel (Filho) filma o homem, Wagner (de Assis) resgata a obra. Essa obra merece ser vista pelo que carrega de compaixão, de possibilidade de entendimento. Os efeitos estarão lá, mas não para chamar a atenção. O que importa é a história." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Transcrito do site

ACÉDIA

“Não sou nada
Nunca serei nada.
À parte isso, tenho em mim
todos os sonhos do mundo...”
FERNANDO PESSOA (“Tabacaria”)


Queria, esta noite,
embrenhar-me na bruma
que envolve as cidades
longe, a luzir...

Como o urutau, mãe-da-lua,
monarca indigente,
à cata de estrelas
ou de vaga-lumes;
razão mais nenhuma,
alçar-me... sumir...

Queria romper
a cortina da noite,
de vez adentrar-me,
na bruma longínqua
do incerto porvir...

Como a ave impoluta,
senhora da noite,
alçar-me, expandir-me
e, p’ra sempre, sumir...



(Foto do banco de imagens de Hélio Vega de Vasconcelos)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

ROGATIVA










Senhor Jesus,

Fonte de amor, verdade e vida,
Por dádivas me deste uma senda a seguir
E a cruz menor que me compete conduzir
Adiante, por mais íngreme a subida.


Devo olhar para frente, lembrar-Te, ao cair,
Sofrer sem murmurar. Sob as farpas da lida
Calar-me e persistir, manter a fronte erguida...
Nada me turve os horizontes do porvir!


Preciso humildemente devotar-me ao bem
Sentir-me agraciado ao ajudar alguém
E ver somente irmãos, jamais um inimigo...

Aprimorar-me - seja o lema dos meus dias.
E por mais nada eu troque as doces alegrias
De estar somado aos últimos que tens Contigo!...



                               (Soneto de Sersank Kojn, do Opúsculo "Oásis de Luz")




Imagem:
http://mauriciosdb.blogspot.com/2008_03_01_archive.html




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ah, as formigas...


Formigas doentes isolam-se para morrer
Abandonar o grupo é uma forma de minimizar os riscos de infecção da comunidade
2010-02-01 Temnothorax unifasciatus, espécie de formiga utilizada nesta investigação
Uma equipe de investigadores da Universidade de Regensburg (Alemanha) descobriu que as formigas abandonam a sua comunidade quando se encontram doentes, morrendo isoladas do grupo. Esta atitude, segundo o estudo publicado na revista «Current Biology», tem como objectivo não afetar as suas congêneres e assim preservar a comunidade. Nas sociedades animais é vulgar a propagação de infecções. Devido a esse fator existem também mecanismos para reduzir a probabilidade da transmissão de doenças. Na natureza, explicam os investigadores, os animais raramente morrem de velhice. Abandonar o grupo é uma forma de minimizar os riscos de infecção. Na cultura popular existem relatos de indivíduos moribundos de várias espécies que abandonam os seus grupos para morrerem sozinhos, mesmo em algumas comunidades humanas. No entanto, dizem os cientistas, essas ideias derivam mais de mitos do que de análises científicas. Neste estudo, é observado pela primeira vez esse comportamento. Para confirmar que o isolamento para a morte tem em vista os benefícios para a comunidade, os cientistas tiveram de refutar outra explicação, que defende que este comportamento se deve à influência que o agente patogênico tem no hospedeiro. Comportamento pode existir noutras espécies Os biólogos Jürgen Heinze e Bartos Walter observaram em laboratório formigas da espécie Temnothorax unifasciatus. Os formigueiros foram colocados em caixas de plástico para facilitar a observação. Tanto as formigas infectadas com fungos, como as expostas à infecção e outras formigas moribundas, isolavam-se das suas companheiras horas antes de morrerem. Os investigadores acreditam que outros animais com o mesmo tipo de estrutura social, como as abelhas, podem ter o mesmo tipo de atitude. Pensam também que comportamentos similares podem ser encontrados em alguns mamíferos, como os elefantes ou os leões. No entanto, não há ainda estudos suficientes que confirmem esta teoria.
Artigo: Moribund Ants Leave Their Nests to Die in Social Isolation
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=39225&op=all#cont

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SELO CHICO XAVIER

"Ama sempre. E quando estiveres a ponto de descrer do poder do amor, lembra-te do Cristo". Este é o selo comemorativo do Centenário de Francisco Cândido Xavier (01/04/2010), editado no Brasil, a maior nação espírita do mundo.
Imagem: Blog dos espíritas

EBEN-ÉZER




(Foto do Banco de imagens do google, sem crédito)



 “Até este lugar ajudou-nos o Senhor.”
(I Samuel; VII, 12)


Aqui coloco e nomino
a pedra que lapidei:
Eben-Ézer.

Mais adiante,
num ponto qualquer do caminho
que os homens comuns fazemos
receosos de o conhecer,
por mãos de uns poucos amigos,
esculpirei noutra pedra
o nome que uns outros
mortais hão de ler:
Eben-Ézer.

No fim do caminho,
e depois do caminho:
Eben-Ézer.
Uma pedra de astro
e mais outra de sol.

Como o último dos juizes,
libertado seu povo
de um jugo opressor –
até onde me ajude e conduza
Deus, nosso Senhor
.

(Do Livro "Estado de Espírito")

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

AO PÉ DA LÁPIDE FRIA



TRIBUTO A WILSON MARTINS

Do espírito de Teseu
o seu estava animado:
amou, lutou, foi amado,
nem sentiu que envelheceu.
Regou, com suor honrado,
os campos que percorreu.
Deita, agora, em paz consigo,
neste solo, o cetro seu.

Do corpo somático
inerte, exaurido,
translúcido, emerge
o duplo aguerrido
do homem que era
e se sabe que é:
o vulto de um homem
mais vivo e desperto
que à nossa dianteira,
prossegue de pé.

Sersank Kojn


(Foto do Banco de Imagens do Google. Desconheço o autor)
(

FRASES LITERÁRIAS

"É a literatura média de boa qualidade que cria a atmosfera intelectual, o caldo de cultura de onde surgirá o grande crítico, o grande escritor. " Wilson Martins (Escritor e crítico literário de renome internacional. Morreu no último sábado, 29/01/2010, em Curitiba-PR, aos 88 anos) (Minha homenagem póstuma)
Foto: Pedro Serápio/Gazeta do Povo

domingo, 31 de janeiro de 2010

O POEMA






Poemas, sim, mas de fogo
devorador.


Redondos como punhos
diante do perigo. Barcos decididos
na tempestade.


Cruéis. Mas de uma
crueldade pura: a do nascimento,
a do sono, a da morte.

Poemas, sim, mas rebeldes.
Inteiros como se de água, e,
como ela, abertos à geometria
de todos os corpos. Inteiros
apesar do barro e da ternura
do seu perfil de astros.

Poemas, sim, mas de sangue.
Que esses poemas brotem do
oculto. Que libertem o seu pus
na praça pública. Altos, vibrantes
como um sismo, um exorcismo
ou a morte de um filho.




Casimiro de Brito


Imagem:




FRAGMENTO DA INFÂNCIA

Uma crônica do "Estado de Espírito"



(Manhã)


Sersank Kojn


Inesquecivelmente triste aquela manhã... Como grossas lágrimas, respingos de uma chuva interminável escorriam pela vidraça da janela de meu quarto, na singela casa de madeira ao fim da rua... As árvores, na vizinhança, recurvavam-se, estóicas, à fúria do vento.
Numa nesga de céu, no horizonte em brumas, via faiscarem relâmpagos ao rumor descompassado dos trovões que -imaginava – outra coisa não eram senão a manifestação da cólera de Deus pelos pecados do mundo.
Agasalhado no peito, de repente, o coraçãozinho afligiu-se: as rosas do nosso canteiro estavam expostas à fatalidade! Por certo não resistiriam, perder-se-iam, para sempre, nessa terrível manhã!...
Passei a ver, então, que, de alguma forma, assemelhava-me a elas, assim como a tudo que vive e respira, por idêntica sujeição à austeridade das estranhas e transcendentes leis que regem as orquestrações da vida neste mundo. Temia pelos de casa, por seus destinos, temia por mim...
Como alguém que, a insistentes rumores externos, se vê despertado de edênico sonho, fiquei por um tempo a ver, pela vidraça, as coisas que o mau tempo ia, em torno, desnudando; as coisas todas, desprovidas de magia...
Era de uma tristeza inesquecível aquela manhã...

DIREITOS AUTORAIS PROTEGIDOS POR LEI.

Imagem:
http:fotologando.blogspot.com/2008/10/34-lindas-imagens-com-o-tema-da-chuva.html

domingo, 24 de janeiro de 2010

A POUCOS PASSOS DE MIM


Foto: Nivardo
Imagem: http://www.cearamoleque.com/fotorreportagens.htm



Foto de Sersank: João Luiz Bettin

Lia os jornais de domingo,
depois de outra noite insone,
envolto em sombras sutis,
e abstraí-me, um momento,
da confusa palra urbana
p’ra quedar-me, na varanda,
a escutar os bem-te-vis.

Há muito não os ouvia
cantar, com vigor, assim.
Foi como irrompesse n’alma
um novo e esperado dia:
cantava a vida por eles,
a poucos passos de mim...



(Do Livro "Estado de Espírito")


"O casal de bem-te-vis foi clicado numa imensa árvore que fica num terreno, murado, porém, praticamente abandonado, vizinho à minha casa.
Nota - Não sei se você consegue ver, mas, existe alguma coisa estranha na foto. Observe bem do lado direito (sua direita). Parece existir um rosto semelhante ao rosto humano. Os olhos ficam bem junto ao bico do pássaro da direita." (Nirvardo)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Um bom poema para este domingo


LEITURA NATURAL


Tendo lido os jornais
— infectado a mente, enauseado os olhos —
descubro, lá fora, o azul do mar
e o verde repousante que começa nas samambaias da sala
e recrudesce nas montanhas.

Para que perco tantas horas do dia
nessas leituras necessárias e escarninhas?
Mais valeria, talvez, nas verdes folhas,
ler o que a vida anuncia.

Mas vivo numa época informada e pervertida.
Leio a vida que me imprimem
e só depois o verde texto que me exprime.

Affonso Romano de Sant’Anna — Epitáfio para o Século XX e Outros Poemas

(Imagem do poeta: revista O Grito)

Affonso Romano de Sant’Anna
Nas décadas de 1950 e 1960 participou de movimentos de vanguarda poética. Em 1962 diplomou-se em letras e três anos depois publica seu primeiro livro de poesia, "Canto e Palavra".
Em 1965 lecionou na Califórnia (Universidade de Los Angeles - UCLA), e em 1968 participou do Programa Internacional de Escritores da Universidade de Iowa, que agrupou 40 escritores de todo o mundo. Em 1969 doutorou-se pela Universidade Federal de Minas Gerais e, um ano depois, montou um curso de pós-graduação em literatura brasileira na PUC do Rio de Janeiro. Foi Diretor do Departamento de Letras e Artes da PUC-RJ, de 1973 a 1976, realizando então a "Expoesia", série de encontros nacionais de literatura.
Ministrou cursos na Alemanha (Universidade de Köln), Estados Unidos (Universidade do Texas, UCLA), Dinamarca (Universidade de Aarhus), Portugal (Universidade Nova) e França (Universidade de Aix-en-Provence).
Sua tese de doutorado abordou uma análise da poética de Carlos Drummond de Andrade, com o título Drummond, um gauche no tempo, em que faz uma análise do conceito de gauche ao longo de sua obra literária.
Foi cronista no Jornal do Brasil (1984-1988) e do jornal O Globo até 2005. Atualmente escreve para os jornais Estado de Minas e Correio Brasiliense.

(Fonte: Wikipédia)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Trovas do "Estado de espírito"

"Não pode haver criação literária mais popular, que fale mais diretamente ao coração do povo do que a TROVA. É através dela que o povo toma contato com a poesia e sente sua força. Por isso mesmo, a trova e o trovador são imortais." (Jorge Amado)

TROVAS


Sersank Kojn


Se a fé transporta montanhas,
se a esperança as sobrevoa,
o amor lhes rompe as entranhas,
o amor as desamontoa.

Não morrem de inanição,
medram por mágicos meios,
os sonhos de que abres mão
a bem dos sonhos alheios.

Melhores são como heróis,
em face aos que a guerra faz,
os que dão asas e voz
ao velho sonho da paz.

Fidelidade - palavra
que se diz como a exigir,
campo infértil que se lavra
crendo que irá produzir.

Por mais pungente é abstrata
A dor que nos outros vemos.
Só dói a que nos maltrata,
Só nos mata a que sofremos...

Felicidade é essa estrela
Que num sorriso acendemos.
Se em outros podemos vê-la,
Em nós nunca a percebemos...

Não sei qual a mais pungente
Das saudades que hoje sinto:
Se a do extinto amor, recente,
Se a do antigo amor, extinto.

Não maldigas da saudade
O aguilhão que te aniquila,
Pois, mais triste que a saudade
É o não ter por quem sentí-la...

Quem ama, sofre. É o reclame
Do coração que chameja.
Mas, pobre do ser que ame
Quando, em paga, odiado seja!

Comigo envelhecem sonhos
Que nunca realizarei.
Brindo, pois. Brindo aos meus sonhos.
Brindo à vida que sonhei!

Guarda-nos, certa, o futuro
A morte, por termo ao fado.
Mas o que mata, no duro,
O que nos mata é o passado.

Triste dilema o do triste
Amante entregue à paixão.
Se a razão lhe diz – Desiste!
Diz-lhe: - Insiste! – o coração...

Sibila o vento. Troveja.
Brusca, a borrasca arrebenta.
No mar da noite, veleja
minh'alma em outra tormenta...

Vazio carro em corrida
É o dos prazeres, fugaz.
E muita gente, iludida,
Vendo-o passar, corre atrás.

Felicidade – a viela
Que a vida aponta – é ilusão.
Ao que rasteja, ao fim dela,
A vida aponta a amplidão...





(Meus direitos autorais estão assegurados por lei, conforme registro nº 366.196, livro 677, fl. nº 356, de 12/01/2006, junto ao EAD/Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O GESTOR DE LEIS

Do blog: Cidadania e Democracia André Leandro Barbi de Souza (IGAM)
O gestor de leis
Se um candidato a prefeito me questionasse sobre qual medida eu sugeriria para ser inserida em seu plano de governo, eu diria: "crie um gestor de leis". Fazer leis e gerenciar a sua aplicação, tanto no campo técnico (governamental), como no campo social (comunidade), é o maior desafio a ser superado para a excelência na administração pública. Considerando que o gestor governamental e os demais agentes públicos somente podem agir conforme a lei, temos que leis ruins produzem governos ruins e leis boas produzem governos bons... Por outro lado, partindo da premissa constitucional de que nenhum cidadão é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, leis ruins produzem insegurança social e jurídica e leis boas geram estabilidade e harmonia democrática. Portanto, o governo, para ter governabilidade e capacidade governativa para resolver os problemas reclamados pela sociedade, gerando mais segurança social e jurídica, estabilidade e harmonia democrática e efetividade em seus resultados, deve fazer leis boas. Mesmo diante dessa lógica, que parece ser tão lógica, observa-se que na maioria dos municípios brasileiros (e isso acontece também nos estados), não há preocupação, por parte do gestor público, em estruturar, organizar e capacitar pessoas para atuarem no núcleo legislativo. Aliás, nem mesmo há núcleo legislativo em grande parte dos governos. O que há é uma ou duas bravas pessoas que, "do que jeito que dá", elaboram projetos de lei solicitados "em cima da hora", muitas vezes enviados ao Poder Legislativo sem qualquer revisão ou avaliação. Não pensar a lei é não pensar soluções para os problemas detectados junto à sociedade; não pensar os problemas detectados junto à sociedade é não avaliar a qualidade da solução que se quer gerar; não pensar a qualidade da solução que se quer gerar é não se preocupar com a efetividade de resultados; e não se preocupar com a efetividade de resultados é não ter responsabilidade política de bem governar. A elaboração de uma lei exige planejamento, método, avaliação técnica e política, formal e material, coerência interna e externa, identificação de seu custo, definição prévia de seus objetivos e precisão dos ambientes que ela quer intervir. Isso tudo precisa ser corretamente gerenciado. Eis, aí, o papel do gestor de leis ou, para ser mais ousado, do núcleo de gestão de leis. Não estou dizendo que todos os problemas serão planemante resolvidos a partir da implantação de meios e de instrumentos para uma política legislativa de excelência, mas estou afirmando que todos os problemas serão agravados sem a criação de uma qualificada gestão de leis.
Sexta-feira, 30 de maio de 2008 , às 00:01 h.
Fonte: http://cidadaniaedemocracia.blogspot.com, Acesso em 20/01/2010, às o1h25 h.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A vaidade vem dos nossos ancestrais


De: CIÊNCIA HOJE

Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010 Neandertais usavam bijuteria e maquilhagem Investigação liderada por arqueólogo português Foram encontradas as primeiras evidências convincentes de que o homem do Neandertal pintava o corpo e usava bijuteria há 50 mil anos. Uma equipa de investigadores liderada pelo português João Zilhão recolheu conchas que eram usadas como utensílios para a mistura e armazenamento de pigmentos em dois sítios arqueológicos em Múrcia, no sul de Espanha. O estudo que explica estas conclusões foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). "Esta é a primeira evidência segura do uso de cosméticos", anunciou o arqueólogo português da Universidade de Bristol (Inglaterra) à BBC, acrescentando que “a utilização destas receitas complexas é novidade. É mais do que tinta para o corpo." Os cientistas encontraram fragmentos de um pigmento amarelo que, segundo eles, pode ter sido usado como base para maquilhagem e também descobriram um pó vermelho junto com manchas de um mineral negro brilhante.Algumas das conchas, esculpidas e pintadas com cores fortes, também podem ter sido usadas como bijuteria.
Estas evidências acabam com a ideia de que apenas os seres humanos modernos recorriam à maquilhagem como adorno ou para realizarem rituais. Deste modo, o uso de pinturas corporais e bijuterias demonstra um certo nível de sofisticação homem do Neandertal. “As pessoas têm que acabar com essa ideia de que os Neandertais eram débeis mentais”, afirmou João Zilhão. Hoje em dia é sabido que os Neandertais comunicavam entre si, que viviam em grupo dentro de cavernas, que cobriam o chão com peles, enterravam os seus mortos e que além disso, de acordo com o norte-americano Metin Eren, as suas ferramentas foram mais eficientes e duradouras do que as dos sapiens. Tudo isto tem dado azo a um largo debate acerca da sua capacidade de inovação, ou, por outro lado, o facto de copiarem o que faziam os seus vizinhos recém-chegados. Contudo, os artefactos encontrados pela equipa de Zilhão poderão por fim a esta polémica. “Estes adornos corporais indicam um pensamento simbólico de há 50 mil anos atrás, dez mil anos antes da chegada do sapiens à Europa, pelo que não se trata de uma cópia. São adornos que identificam as pessoas, o que indica que tinham redes sociais complexas”, explica o líder da investigação, frisando que “os seus cérebros funcionavam como os nossos”. Imagens do Google
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=38787&op=all (Acesso em 19/01/2010)

Sersank, em 2010-01-18 às 18:50, disse: Na medida em que o homem avança, descortinando os  horizontes do saber, desvenda os mistérios de sua origem e sua própria razão de ser. É fascinante.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ZILDA ARNS: PRÊMIO NOBEL DA PAZ

Requião propôs a Lula, e este aceitou,
a indicação de ZILDA ARNS ao prêmio Nobel da PAZ.
Também propôs a criação do "Prêmio Zilda Arns" a todas as pessoas que se destacam no campo da assistência social às nossas crianças.
Interessante:

As notícias dão conta de que a premiação do Nobel não pode ser concedida senão a pessoas vivas. As leis brasileiras se mostram, nesse ponto, mais coerentes: não se homenageia, no Brasil, pela atribuição de nome a próprio público, prêmio ou honraria, senão personalidade já falecida. Os organismos internacionais, até por questão da isenção que se faz necessária, à luz da ética, deveriam adotar semelhante critério.
Aí, é claro, os Barack Obamas, teriam que realmente provar seus méritos, mesmo porque homenagear alguém que nada provou ainda, é mera bajulação.
ZILDA ARNS, nossa eterna irmã brasileira, amiga n.º 1 das crianças do mundo, fazia jus a todas as homenagens possíveis, já em vida. Mas, com sua morte, as homenagens ganham realmente a dimensão que precisam ter.
Incentivarão, com certeza, o surgimento de outras tantas "Zildas Arns", e haverão de estimular as inumeráveis anônimas amigas das crianças que já existem por esse mundo afora.
Parabéns, Zilda Arns, pelos exemplos de vida que você nos deixa! Parabéns pelo que você significa e pela imensa luz que deixa para o Brasil e para o mundo! Sersank segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 01h07min00s BRST

sábado, 16 de janeiro de 2010

Haiti devastado: outra dura lição

Edificio destruido por terremoto no Haiti MUITOS HAITIANOS DEIXAM PORTO PRÍNCIPE, MESMO SEM DESTINO CERTO, APÓS O MAIOR TERREMOTO OCORRIDO NO PAÍS EM 200 ANOS Segundo estimativas divulgadas nos órgãos de imprensa, pode chegar a 200 mil o número de mortos no empobrecido país de quase 9 milhões de habitantes que já havia sido nos últimos anos assolado por vários furacões. O abalo sísmico, ocorrido às 16:53 h (19:53 h de Brasília) na última terça-feira, 12, segundo o USGS - Instituto Geofísico dos EEUU, alcançou 7,0 graus na escala Richter e praticamente destroçou o país, especialmente a capital, Porto Príncipe, onde cerca de 70 % dos edifícios foram destruidos. Foi o maior terremoto já registrado no Haiti, em 200 anos. Num grande esforço coletivo, mobilizam-se nações e organismos internacionais para o resgate de vítimas soterradas e socorro de urgência às centenas de milhares de pessoas feridas ou desabrigadas. O cenário local é de dor, desolação, desespero, desordem, violência e caos. Não há qualquer estrutura para um trabalho organizado de distribuição de víveres, como água e mantimentos. Com o passar dos dias, aumenta a preocupação com a saúde e segurança dos populares e, inclusive, das equipes de voluntários que lá estão. O que será daquele país, daquela pobre gente, de ora em diante, ninguém sabe... É mais uma aula que a humanidade assiste na escola da vida. O que podem, efetivamente, os governantes do mundo, assimilar de construtivo em mais essa dura lição? Sersank Imagens do Google (AFP)

Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?

Que farás tu, meu Deus, se eu perecer? Eu sou o teu vaso - e se me quebro? Eu sou tua água - e se apodreço? Sou tua roupa e teu trabalho Comigo perdes tu o teu sentido. Depois de mim não terás um lugar Onde as palavras ardentes te saúdem. Dos teus pés cansados cairão As sandálias que sou. Perderás tua ampla túnica. Teu olhar que em minhas pálpebras, Como num travesseiro, Ardentemente recebo, Virá me procurar por largo tempo E se deitará, na hora do crepúsculo, No duro chão de pedra. Que farás tu, meu Deus? O medo me domina. Rainer Maria Rilke
(Tradução de Paulo Plínio Abreu)
Rainer Maria Rilke nasceu em Praga em 4 de dezembro de 1875. É considerado como um dos mais importantes poetas modernos da literatura e língua alemã, por sua obra inovadora e seu incomparável estilo lírico. "Poeta fundamental, Rilke é a voz de uma época em transição. Talvez seja a última voz do seu tempo, aquela que anunciou o "fim dos tempos modernos", como quer Romano Guardini, e ao mesmo tempo a primeira voz e o primeiro poeta dessa nova era que estamos começando a viver." (Paulo Plínio Abreu - parte de uma introdução sobre a obra de Rilke publicado no jornal paraense: "Folha do Norte" entre os anos de 1946 e 1948)

ORAÇÃO DOS QUE ABRAÇAM SUAS CAUSAS










(Momento de Prece)

No mundo em que mourejamos
soberbos e maus têm mais voz.
Que Deus, nosso Pai, amplie
a luz que refulge em nós!

As mágoas de cada dia
lançemo-las sobre o chão.
Que Deus, nosso Rei, estenda
o nosso campo de ação.

As águas do grande rio
que em foz trazemos na mente
fecundem vales à volta
movam usinas, à frente!

Que Deus, nossa Luz, avive
a chama do nosso amor!
E, assim, nos seja o Calvário
degrau de acesso ao Tabor!


                                                             Sersank Kojn
Imagens do banco de imagens do google:

 "Meditação" / Zilda Arns

"BERCEUSE"


(Uma velha canção de ninar)








(Para Arthur Nogueira Branco Neto, sobrinho recém-nascido, neste 14 de janeiro do ano da graça de Nosso Senhor de 2010).

 Dorme, criança, a esta hora
só o vento faz folia.
Sem demora, a fada Aurora
vai chegar, trazendo o dia.

Não temas se a dor invade
o teu mundo de magia.
A dor nos faz, na verdade,
mais fortes para a alegria.

Cerra os olhinhos, lá fora
de estrelas o céu se doura,
encanta a noite o luar.

Dorme em paz. Feliz, descansa!
Teu sono acorda a esperança
ao que hesitava em sonhar...



(Direitos autorais registrados e protegidos por lei. Proibida a reprodução sem citação de autoria e fonte).

Foto do Arthur : (Vanessa Cavalin)

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COMENTÁRIO DE ISABEL FURINI, laureada poeta e escritora sobre a obra poética "Estado de Espírito"

http://www.icnews.com.br/2013.03.05/negocios/livros-de-negocios/estado-poetico-de-espirito/

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HINO OFICIAL DE LUIZ ANTONIO

Letra: Sersank (Sergio S. Cunha)
Música: Irineu Santa Catarina


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BEBO PAROLAS EN ESPERANTO

ESPERANTO: La solvo (A solução)

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Veja aqui a NOTA da Prefeitura Municipal de Londrina sobre o lançamento doLivro de SERSANK

http://www.londrina.pr.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17367:sergio-sesank-lanca-estado-de-espirito&catid=88:cultura&Itemid=975

EL VIAJE DEFINITIVO - Poema de Juan Ramon Jimenez

https://www.youtube.com/watch?v=GspatgDGhO8&feature=emb_rel_end