terça-feira, 2 de maio de 2017

Da Revista Virtual Cultural Carlos Zemek (Curitiba)


PUBLICAÇÃO




PUBLICADO POR: CARLOS ZEMEK DATA: TERÇA-FEIRA, 2 DE MAIO DE 2017 




Imagem do Facebook (Desconheço o Autor)


Jamais uma aeronave
por mais perfeita que for
terá a energia suave
das asas de um beija-flor.


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Quadro da artista plástica Aninha Sacchelli  

                    Meu canarinho d’ Angola 

                                                      passa os dias mui tristinho

                                                      desde que ouviu, da gaiola, 

                                                         outro, livre, canarinho...

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Quadro de Carlos Zemek



Apaga-se um sol no espaço
e já um outro reluz.
É a vida, no seu compasso,
a vida jorrando a flux!



                                                                      .........................



Imagem do Google (Desconheço o Autor)



Vidas: histórias que ecoam,
nesta redoma de ar,
sonhos que se amontoam
e o tempo varre ao passar...



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Imagem do Facebook (Desconheço o Autor)



Ébrio de amor e saudade

eu choro e rio sozinho.
Um dia, a Felicidade
andou pelo meu caminho.




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(Do livro: "Trovas de Sersank", a sair)









segunda-feira, 1 de maio de 2017

VIAGEM





Foto de Mito Elias
Fonte: http://albatrozberdiano.blogspot.com 
 
MÁRIO FONSECA

Mário Alberto de Almeida Fonseca nasceu na cidade de Praia, em Cabo Verde, em 1939. Foi professor de francês no Senegal, trabalhou na Mauritânia e na Turquia como administrador. Perseguido político durante a ditadura salazarista, em Portugal, durante a fase da descolonização.
Obra poética: Près de la mer, Mon pays est lune musique, e Poissons. Sua obra foi traduzida a diversos idiomas.
 
VIAGEM NA NOITE LONGA

Na noite longa
minha alma
chora sua fome de séculos

Meus olhos crescem
e choram famintos de eternidade
até serem duas estrelas
brilhantes
no céu imenso.

E o infinito se detém em mim

Na noite longa
uma remotíssima nostalgia
afunda minha alma
E eu choro marítimas lágrimas
Enquanto meu desejo heroico
de engolir os céus
se alarga
e é já céu

Tenho então
a sensação esparsamente longa
de vogar no absoluto.

                        (Selô,1962)


ONDE FINCAR OS PÉS...

Onde fincar os pés senão nas estrelas?
Onde senão no sólido chão das estrelas?

Aqui?
Aqui onde medra medra a flor?

Oh rosa!
Que amar senão tua inexistente essência?
Que amara senão teu persistente sonho?

Isto?
Isto desta implacável gramática?

Oh rosa!
Onde fincar os pés senão em tuas inexistentes pétalas?
Onde senão no inexistente sonho de tuas persistentes pétalas?

Aqui?
Aqui onde tudo o que medra é só e apenas terra?

Oh tu embora da terra!
Oh tu embora do chão do coração!

Que amar senão as estrelas?

Que amar senão as estrelas
que estrelas são, palpitantes
E as inconsistentes rosas
Que persistentes cantam dentro do meu coração?
BECO SEM SAÍDA

    Ao Dr. Antonio Carlos Baeta, “desertor de si”.

No deserto
Em que tudo
não chega a ser mais que nada
Não há espaço para nada
Nem mesmo para não esperar
Ou para desertar
Pois que para lado algum
Ninguém nunca deveras partiu
Deste deserto
Ninguém nunca deveras partiu
Para lado nenhum
Deste deserto
Ninguém
Nunca
Deveras
Partiu
Deste deserto
         Ninguém
                Nunca            
                   Deveras
                          Partiu
De lado algum
Para lado nenhum.


ESTA É A CANDENTE TERRA...
  
         A la mémoire demon jeune frère,
          Daniel Rui de Almeida Fonseca,
          sous — lieutenant de l´armée portugaise,
          mort a l´âge de 24 ans, en combat, au
          Mozambique.                  

Esta é a candente terra de negrura
Onde debalde ficamos a nossa dor
E o sangue inocente que ainda jura,
No chão da maldição, em imenso clamor.

Olvidado na pompa e na púrpura
Da investidura de reinos sem pudor,
Construídos no terror e na mentira
Da traição à sacra promessa de amor.

Esta é a pungente terra de amargura
Onde como erva torpe medra a dura
Ditadura e cresce o crime no negrume
Da súplice solidão em que a multidão
Vencida já nem crê que o afiado gume
Que redime decepe o poder da negridão.


ENQUANTO NÃO SOAR A HORA..

Enquanto não soar a hora da minha morte,
Louvar eu quero a sorte eu me couber,
Já que, por mais que amar, um tão forte
Amor, que só a morte mata, merecer

Não posso, ainda que tivesse arte.
Mulher, enquanto durar o vício de viver,
Que persiste mesmo quando é mais morte
Que vida, a vida que consente o poder,

Quero somente andar, nadar e cantar,
Comungar e cultivar o meu pomar,
E à tua amada sombra adormecer...

Pois só inepta sina ou príncipe consorte
Pode requerer poder a quem tem poder,
Que este com sorte e morte se merece,
Com morte e arte permanece.


Página publicada em setembro de 2008

Fonte:
19jan2017






sexta-feira, 7 de abril de 2017

TROVA




Imagem do Google


Jamais uma aeronave
por mais perfeita que for
terá a energia suave
das asas de um beija-flor.


(Do livro: "Trovas de Sersank")


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segunda-feira, 13 de março de 2017

SUB LA KREPUSKA LUMO



Foto by АКО ТЕ ИМА ЛЮБОВ, via Facebook

Sub la krepuska lumo
Sergio de Sersank

Ĉe la piedoj
de la poeto
subite falas
disa folio.
Lasita al vent’
jen ĝi ruliĝas,
trovas alian.
Ambaŭ,  perditaj,
fuĝas je ĉio.

Dank’ al la vent’,
aliajn alligas.
Ĵus unuiĝintaj,
tuj apartiĝas,
kaj, ruliĝante,
malaperiĝas.

Tiel, la amoroj
de ni vivitaj:
fragilaj ĉenoj -
disaj folioj
al vent’ lasitaj.

... Sole vojirante,
la poet’ grizhara
nun rememoras,
kun ia dolor’,
de l’ vanaj serĉoj
mortitajn revojn
en sia kor’.

(El libro “Estado de Espírito”)

Tradukis:
Sergio Santos Cunha
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PARA LER O POEMA EM PORTUGUÊS copie e cole no navegador:
http://sersank.blogspot.com.br/2013/06/crepuscular.html









sexta-feira, 3 de março de 2017

sábado, 29 de outubro de 2016

eisFluências - Revista Literária



A Revista eletrônica literária e informativa "eisfluências", de Portugal, estampou à pág. 36 de sua edição nº 43, de 16/10/2016, algumas trovas do meu novo livro, a sair.
Transcrevo a publicação com sinceros agradecimentos à Carmo Vasconcelos, poeta e escritora de reconhecidos méritos, integrante da direção daquela Revista.





TROVAS DE SERSANK
Sergio de Sersank  
Descrição: D:\Desktop\eisFluências_files\bandeira_brasil.gif Londrina (PR)

Tenhamos todos em mente
o amor do humilde operário
que aos filhos seus dá, contente,
mais do que pode o salário.
Imagem que toca a gente
e nos anima a lutar:
árvore ao sol inclemente
já velha, a frutificar.


Não maldigas da saudade
o aguilhão que te aniquila.
Mais triste que ter saudade
é não ter por quem senti-la.
Comigo envelhecem sonhos,
que nunca realizarei.
Brindo, pois, brindo aos meus sonhos,
Brindo à vida que sonhei!


Só Deus, Criador de Estrelas,
domina os arcanos seus.
Os “sábios” podendo vê-las
sequer cogitam de Deus!

         Sergio de Sersank, poeta londrinense, cultiva o hábito de escrever desde a juventude. Foi laureado em diversos Concursos de Trovas e Poesia. Parte de sua produção literária pode ser vista no Blog “Estado de Espírito” (www.sersank/blogspot.com.br).
        Tem publicado versos em diversos sites literários, jornais e revistas do Brasil. Sersank teve sua primeira obra “Estado de Espírito” lançada em 2013 em primorosa edição pela Editora Ithala, de Curitiba (PR).
        Dele diz, na apresentação, a escritora e laureada poeta Isabel Furini:
        “Distante dos modismos da época, Sersank conduz o leitor pelo caminho eterno da poesia. Poesia como beleza. Seus versos foram escritos com emoção. E como já falou o renomado escritor e poeta Mário de Andrade, “a obra de arte é uma máquina de produzir emoções”. 

Sergio de Sersank prepara para publicação dois outros livros: “Trovas de Sersank” e “Poemas Espiritualistas”. Também está vertendo para o Esperanto sua obra “Estado de Espírito”.

 

Fonte: 

http://www.carmovasconcelos-fenix.org/revista/eisFluencias/43-Out16/eisFluencias_Out_2016_7_43-36.htm

http://www.carmovasconcelos-fenix.org/

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Adquira o seu exemplar

Adquira o seu exemplar
livro.estadodeespirito@gmail.com

COMENTÁRIO DE ISABEL FURINI, laureada poeta e escritora sobre a obra poética "Estado de Espírito"

http://www.icnews.com.br/2013.03.05/negocios/livros-de-negocios/estado-poetico-de-espirito/

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HINO OFICIAL DE LUIZ ANTONIO

Letra: Sersank (Sergio S. Cunha)
Música: Irineu Santa Catarina


Clique para ouvir

https://www.youtube.com/watch?v=FmWSt6RqGs4

BEBO PAROLAS EN ESPERANTO

ESPERANTO: La solvo (A solução)

ESPERANTO: La solvo (A solução)

Veja aqui a NOTA da Prefeitura Municipal de Londrina sobre o lançamento doLivro de SERSANK

http://www.londrina.pr.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17367:sergio-sesank-lanca-estado-de-espirito&catid=88:cultura&Itemid=975

EL VIAJE DEFINITIVO - Poema de Juan Ramon Jimenez

https://www.youtube.com/watch?v=GspatgDGhO8&feature=emb_rel_end