"Vem.
Conversemos através da alma. Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos. Sem
exibir os dentes, sorri comigo, como um botão de rosa. Entendamos-nos pelos
pensamentos, sem língua, sem lábios. Sem abrir a boca, contemo-nos todos os
segredos do mundo, como faria o intelecto divino. Fujamos dos incrédulos que só
são capazes de entender se escutam palavras e veêm rostos. Ninguém fala para si
mesmo em voz alta. Já que todos somos um, falemos desse outro modo. Como podes
dizer à tua mão : "toca", se todas as mãos são uma? Vem, conversemos
assim. Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma. Fechemos pois a boca e
conversemos através da alma. Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.
Vem, se te interessas, posso mostrar-te" ...
"Na
verdade, somos uma só alma, tu e eu. Nos mostramos e nos escondemos tu em mim,
eu em ti. Eis aqui o sentido profundo da minha relação contigo. Porque não
existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu..."
(Jalal ud-Din
RUMI)
Sobre o autor
Jalal ad-Din Muhammad Rumi
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Jalal ad-Din Muhammad Rumi
Nascimento: 30 de setembro de 1207
Morte: 17 de setembro de1273 (65 anos)
Mawlānā
Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī (مولانا جلال
الدین محمد رومی), também conhecido como Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad
Balkhī (محمد بلخى), ou ainda apenas Rumi ou Mevlana,
(30 de setembro de 1207 — 17
de setembro de 1273),
foi um poeta, jurista e teólogo sufi persa[1] doséculo
XIII. Seu nome significa literalmente "Majestade
da Religião"; Jalal significa "majestade" e Din significa "religião".[2] Rumi é, também, um
nome descritivo cujo significado é "o romano", pois ele viveu grande parte
da sua vida na Anatólia, que era parte
do Império Bizantino dois
séculos antes.[3]
Ele nasceu na
então província persa de Balkh,
na aldeia de Wakhsh,
atualmente na província deKhatlon do Tadjiquistão.
A região estava, nessa época, sob a esfera de influência da região de Khorasan e
era parte do Império
Khwarezmio.
Ele viveu a maior
parte de sua vida sob o Sultanato
de Rum, no que é hoje a Turquia,
onde produziu a maior parte de seus trabalhos[4] e morreu em 1273 CE. Foi
enterrado em Konya e seu túmulo
tornou-se um lugar de peregrinação. Após sua morte, seus seguidores e seu
filho Sultan Walad fundaram
a Ordem
Sufi Mawlawīyah, também conhecida como ordem
dos dervishes girantes, famosos por sua dança sufi conhecida
como cerimônia sema.
Os trabalhos de
Rumi foram escritos em novo persa.
Uma renascença literária persa (século VIII/IX) começou nas regiões de Sistan,
Khorāsān eTransoxiana[5] e
por volta do século X/XI, ela substituiu o árabe como língua literária e
cultural no mundo islâmico persa. Embora os trabalhos de Rumi houvessem sido
escritos em persa, a importância de Rumi transcendeu fronteiras étnicas e
nacionais. Seus trabalhos originais são extensamente lidos em sua língua
original em toda a região de fala persa. Traduções de seus trabalhos são
bastante populares no sul da Ásia, em turco, árabe e nos países ocidentais. Sua
poesia também tem influenciado a literatura persa bem como a literatura
em urdu, bengali, árabe e
turco.
Seus poemas foram extensivamente traduzidos em várias das línguas do mundo e
transpostos em vários formatos; A BBC o
descreveu como o "poeta mais popular na América".[6]
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(Imagem do blog que recomendo: http://conscienciaeusou.blogspot.com.br/)













