terça-feira, 18 de março de 2025

Sob a aparição de OVNIS

 


POEMA ANTIFAS

 

 


Campo Minado: Foto Armie Hammer
Foto publicada em 8 de junho de 2017 |Copyright Universal Pictures Home Entertainment Personalidades 
Armie Hammer Filme Campo Minado

 

 

NO CAMPO MINADO


 Piso de leve o campo minado

do tempo em que estamos. 

No céu a limpidez do azul com nuvens brancas

  o sol a brilhar como fornalha cósmica.

atrás a mata e seus mágicos sons

adiante a montanha de pedra a subir.

 

Uma bandeira vermelha

do sangue operário

carrego comigo.

Avanço à cautela

avanço com ela

aos esperados dias do povo.

Ouço que pássaros cantam.

No entanto, é prudente

olhar a todo instante para os pés

e perscrutar se há perigo no chão.

 

Guerras acabam sem ter começado

sob os véus da boa diplomacia.

Mas sempre hão de vir

as engendradas

nos gabinetes de ódio.

Estas encharcam de sangue as populações.

 

Avanço, à cautela,

com minha bandeira

aos esperados dias do povo.

 

A paz da verdade virá por fim

num dia que será relembrado

por anos e séculos de Socialismo.

 

Hão de findar-se como contas

de rosários muitas vezes repetidos

os anos do reinado de Mammon.

 

Vigorarão, sem rigor,

(porque desnecessário)

leis de Igualdade

Fraternidade

Justiça Social.

 

Mas o quadro hoje é outro:

Maus e medíocres líderes

falseando sons de eletrônicos berrantes

cinicamente conduzem

sua boiada humana.

 

Mitificados,

eis que se elevaram

a postos de comando e de poder.

 

Ouço que os pássaros cantam.

O céu está límpido e azul.

 

Avanço, à cautela,

com minha bandeira vermelha.

Piso de leve

este campo minado em que estou.

(Sersank, 15jun2020)



quarta-feira, 12 de março de 2025

Para os que estão chegando

 




Noite sem Lua 

 

De cabeça baixa, olhar perdido,

enxugo quieto

 as lágrimas que molham

a camisa que visto.

 

Não caem por mim, mas pelo mundo

onde poucos veem

a pobreza de tantos

sob o esplendor da vida.

 

Uma a uma lentamente caem

as lágrimas inúteis.

Quase as escuto vindo

das nebulosas do cosmo

nesta noite sem lua.

 

Há rumores e são sérios

de conflitos nunca vistos.

Rumores

de imensas noites sem lua

de horríveis dias sem sol.

 

Minúsculos riachos da alma -

as lágrimas

lavam e levam

a dor de viver

sob o império 

do capitalismo cruel.

 

Mas, oh! Eis que de volta a lua

reina entre as nuvens

no céu!

 

Sersank, 04fev2025

 

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sexta-feira, 7 de março de 2025

Momento de Intimidade

 



(Desconheço o autor)

 

APELO FINAL

Sergio de Sersank

 

 

Deixem-me o coração stonehenge

sepultado em mim.

Não queiram cremá-lo, não!

 

Inerte, ele terá da canção da vida

apenas a pausa da vibração.

 

Ai, não o queimem,

não queiram queimá-lo, não!

 

Assim como vocês, todos nele:

aqueles que já se foram

e os que hão de vir vibrarão.

 

Deixem-me o coração sepultado comigo

a morrer comigo

não queiram cremá-lo, não!

 

Sersank, 06 mar 2025




quinta-feira, 6 de março de 2025

POESIA DO CAMPO

 



Sersank com Sansão & Dalila (dez/2024)



VIDA SELVAGEM

 

 

Quando eu morrer

meu Deus

quem cuidará dos cavalos

 e os chamará pelos seus nomes?

 

Vou querer cavalgá-los

em sonhos ainda

se o mundo a girar

trouxer-me de volta aqui.

 

Minh ’alma dormirá nestes pastos

ao pé das montanhas tamaranenses

acalentando-os

nas noites mais frias.

 

 

Sergio de Sersank, 05mar2025

 

 

 

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domingo, 16 de fevereiro de 2025

RELEMBRANÇAS

 




Imagem: Desconheço o autor

 

Uma tarde perene

 

Nas relembranças

move-se a vida ao que sonhamos dela obter.

 

Eu era um jovenzinho.

Perguntou-me o Padre Pietro

num banco de pedra na praça da igreja:

- Que desejas ser quando crescer?

- Médico, talvez.

Falseei a resposta.

 

Irreverente,

ante a velha lógica dos homens

de se imporem sobre seus iguais

pelo que ostentam em ter,

diria ao padre:

- Quero ser comunista!

 

Hoje vejo que a bênção do Padre

me fez esse eterno menino

que apenas se fez poeta

e, envelhecendo na vida,

cresceu sofrendo bastante

e segue, lutando ainda.

 

Sersank, 06fev2025



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sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

INTERROGAÇÃO

 


Foto by Kosrow Amirazodi


?

 

Não sei de onde vim.

Não sei p’ra onde vou.

Sei muito de mim.

Não sei quem eu sou.

Só sei que estou indo

que cego ou dormindo

lutando comigo

adiante me vou.

Sersank, 13 dez 2024






sábado, 7 de dezembro de 2024

OS POETAS

 

Foto by Khosrow Amirazodi.jpg



Os Poetas

 

Obrigam-se, quase sempre, a não dizer

o que sabem

ou pensam

que sabem.

Dirão

(diriam a si mesmos)

 apenas o que sentem.

 

No branco da folha

desencarceram-se.

Abrem o dispositivo

da mente inquieta

ao mágico ecrã da Vida.

 

E se vão ou se iriam a desvendar

sentidos novos

nas outras pessoas.

 

Querem encontrar o sentido em si mesmos.

 

(Sergio de Sersank, 07dez2024)




quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Poema do banco vazio

 

Art by Autumn-walpap er1. jpg (do Google)



... E para concluir:


Quando eu tiver definitivamente partido

as coisas todas que ilusoriamente tive

 fugirão de mãos em mãos.

 

Meus sapatos restarão vazios

à espera de outros pés que os calçarão.

As velhas roupas penduradas

durante meses falarão de mim.

Depois talvez sejam vestidas

por gente que nunca vimos.

 

Meus discos nunca mais serão rodados.

O tabuleiro de xadrez dormirá a um canto do quarto.

Os livros de Esperanto

encaixotados

serão vendidos

a baixo preço, num “Sebo Literário”.

 

As coisas todas que juntava:

 cartas, coleções, fotografias e quadros

em dias tristes engavetadas

por questão de espaço -

sem mais nem menos,

serão banidas.

 

Da mesma forma

devidamente encaixotado

 raramente lembrado

serei excluído.

 

Para bem longe

de mim e das minhas lembranças

nas vagas

do mar nebuloso que é o tempo

as almas lindas que amo tanto

e tive e quero ter

sempre ligadas ao meu pobre coração

certamente se irão.

 

Os dias vão se suceder moldando um novo mundo

e as estrelas refulgirão

multiplicando-se

na vastidão do que chamamos - Céu.

 

Sersank, 15set2024


segunda-feira, 9 de setembro de 2024

POETIZANDO O MUNDO

 


Imagem da Internet - Desconheço o autor

 

MEU PEQUENO E POBRE MUNDO

 

Sergio de Sersank

 

Gira, gira,

gira mundo

furibundo.

 

Muda, muda,

mundo imundo,

iracundo.

 

Mundo bêbado,

Rotundo.

 

Gira, enquanto tantos choram!

Gira enquanto te aprimoram

forças descomunais!

 

Mas não prescindas do homem.

Aplica-lhe leis que o domem

ou não hás de girar mais.

 

Meu pequeno e vasto mundo,

mundo bêbado de sonhos

e de mágoas a cantar,

és o universo a girar.

 

Meu pequeno pobre mundo

iracundo, furibundo,

embebecido de sonhos,

és o universo a girar.

 

 

Londrina, 09 de setembro de 2024




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COMENTÁRIO DE ISABEL FURINI, laureada poeta e escritora sobre a obra poética "Estado de Espírito"

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EL VIAJE DEFINITIVO - Poema de Juan Ramon Jimenez

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