quinta-feira, 4 de junho de 2020

MUSICA LATINA





Lenda do Mar- imagem do Google

Há sentido em cantar

(Canção popular venezuelana)
Tarancón – CD - Tudo que eu tenho – 1977

Há sentido em cantar.
Entendimento.
Razão.
Há sentido em cantar.
Ei, meu amor:
há entendimento e razão
em cantar.

A clareza da voz
é instrumento ao ouvido.
Ouça, Julian,
a clareza da voz

é instrumento ao ouvido.

Mais que o dia, encanta-me a noite.
Meu coração nunca se cansa
de sentir o trajeto de viagem da lua
num silêncio de sombra.

De longe aproxima-se um barco.
Nele vem meu amor.
Do pé do mastro principal
seus olhos me veem.

Há em cantar sentido.
E essa coroa que rola na praia
para quem será?
Essa coroa - vida -
será de um marinheiro
que teve por túmulo
o fundo do mar.

Há em cantar sentido.



(Tradução de SERGIO DE SERSANK)


......................................

EM ESPANHOL

El Cantar Tiene Sentido
 (Popular venezolana)
TARANCÓN - CD LO UNICO QUE TENGO - 1977

El cantar tiene sentido,
entendimiento y razón.
El cantar tiene sentido,
oye, mi amor, entendimiento y razón.

La buena pronunciación,
el instrumento al oído.
La buena pronunciación,
oye, Julián, el instrumento al oído.

La noche me enamora más que el día
pero mi corazón nunca se sacia
de sentir el paso de la luna
que en el silencio de la sombra viaja.

Allá afuera viene un barco
y en él viene mi amor.
Sus ojos me están mirando
al pie del palo mayor.

Y esa corona que por la playa rueda
esa corona, ¿de quién será?
Esa corona, vida, será de algún marino
que hizo su tumba en el fondo del mar.

........................

Ouça a música aqui:



sábado, 2 de maio de 2020

TEMPOS DE CALAMIDADE




CABO DE GUERRA



Sinto que os dias começam a ser cada vez mais tristes pelos alarmantes números estatísticos de avanço da COVID-19 no Brasil e demais países.
Há, por aqui, otimistas ainda. Dentre estes, os que acreditam que tudo é fruto de uma programação espiritual com vistas à regeneração da sociedade mundial. Sairemos disso, dizem, melhores e mais preparados, como sociedades humanas. Faremos desse limitado espaço em que vivemos um lugar melhor. Mas isso, não parece ser outra coisa que não a escamoteação da realidade. Uma espécie de refúgio no pieguismo da resignação. Quem sabe um dia, possamos mesmo ter um mundo de todos, sem desigualdades, sem preconceitos, sem ódio, sem injustiças e sem governos hipócritas. Quem sabe possamos ter um mundo mais solidário?  Ninguém perde nada pensando assim.
O fato é que o pessimismo já se instalou.Ninguém duvida que a ciência poderá desenvolver a esperada vacina e com ela irá deter de uma vez por todas a propagação do Sarscov-2. Mas a pandemia pode demorar o suficiente pra nos deixar em pânico generalizado. E se vier, nesse meio tempo, uma segunda onda, quem sabe a COVID-20? Ou outra nova pandemia?
Hoje, pela tarde, em mais um dia de isolamento, meio que desesperançado, deitei-me no piso do quarto em casa e sob a pálida luz do sol que se extinguia no horizonte pelo quadro da janela fiquei a refletir nas possíveis consequências deste mal que vem se alastrando no mundo. A COVID-19 é uma doença introduzida em todos os países pelos cidadãos mais ricos e está a aterrorizar os pobres do mundo. O que será de todos nós quando a pandemia adentrar as ruas das periferias, as favelas, os presídios?
Levantei-me com raiva. Pensei nas inumeráveis vidas que vem sendo ceifadas enquanto há quem diga como um certo presidente aloprado, que isso não é nada, apenas uma gripezinha...
Sei que tudo de ora em diante será mais difícil. Há de faltar comida nas mesas dos pobres. Há de faltar paciência entre os mais favorecidos pela sorte. E serão justamente esses que irão verticalizar ainda mais os índices contrariando as leis.  Já estão se articulando para romper o isolamento social. Querem a todo custo instigar os seus empregados a romper as normas em curso. Querem fazê-los voltar ao trabalho, mesmo que se exponham aos riscos do contágio. Querem, gananciosos, garantir-se, ativos e atuantes no “Mercado”, ganhar seu dinheiro. Dinheiro, dinheiro! E somente os trabalhadores lhes podem propiciar isso. Sairão em carreatas às ruas. Pressionarão os órgãos públicos, obterão licenças, abrirão as portas de suas lojas, fábricas, escritórios, hotéis, indústrias. Danem-se os que vão morrer. Precisam de dinheiro para “garantir” empregos e “salvar” a economia do país.
Aos olhos do alucinado Presidente que idolatram e que responde ao que lhe questiona sobre as incontáveis mortes com a indiferente expressão: E daí? (Querendo talvez dizer: Foda-se!) é a razão que os motiva a agir assim.
Multidões de operários, agentes de saúde, trabalhadores braçais, autônomos e prestadores de serviços, conscientizados da ameaça que paira sobre eles, experimentam conflitos. Muitos já morreram.
Eles veem-se, agora, ante milhares de covas abertas, forçados a voltar ao trabalho e a continuar em seus postos de subalternidade. Têm que aderir aos interesses dos governantes, dos patrões e dos banqueiros para não ter que abrir mão de seus empregos, malgrado as garantias constitucionais. Sabem que perderão como sempre perdem os que estão do lado fraco deste excruciante cabo de guerra.
A verdade nua e crua com que se deparam ao levantar-se nas manhãs de suas noites indormidas é que a COVID-19 avança celeremente e quando ela passar, (se passar), certamente terá iniciado uma nova realidade social no mundo. Talvez pior que a de antes.
  




quinta-feira, 30 de abril de 2020

ISTO SE CHAMA GENOCÍDIO





"O combate da esquerda e das forças populares brasileiras contra o neofascismo ainda está no começo; será preciso mais do que alguns simpáticos protestos de caçarolas para derrotar esta formação política teratológica. Certo, mais cedo ou mais tarde o povo brasileiro vai se libertar deste pesadelo neofascista. Mas qual será o preço a pagar, até lá?" 

Michael Lowy 

Michael Löwy é diretor de pesquisas, na França, do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS).

Leia aqui:

terça-feira, 17 de março de 2020

POETRIX





Imagem do Google



Impermanência


Brilhe o sol, resplenda a lua
morremos, um dia.
O tempo cavalga as nuvens.


Sersank, 16mar2020

Ao ver os misteriosos caixões da FEMA (https://www.youtube.com/watch?v=LaesBYg1-7w)


Imagem do Google "O Grito dos Excluídos"



ATO DE INSUBMISSÃO
Sersank


Em nome da diversidade
vida digna aos injustiçados
que a pré-histórica serpente
incerta do capitalismo
adula
refuga
assusta
revolta
persegue
encarcera
escolta
e exila,
se não fuzila!

Vida digna aos discriminados
humilhados
em grupos e a sós.
Ouçam: ecoam seus gritos
à volta de nós.

Mulheres
negros
índios
imigrantes
refugiados
moradores de rua
encarcerados
deficientes
drogaditos
trans
velhos
pobres
miseráveis
são nossos irmãos e irmãs.

Não sejam nunca ao olhar da “serpente
que se devora a si mesma”
taxados como imprestáveis.

Ouçam: ecoam seus gritos
à volta de nós.
Quebrem silêncios
de lágrimas secas.
 Gritemos com eles
e quanto possível
ampliemos sua voz.
17mar2020
.....



“O corpo do Capitalismo é o da serpente pré-histórica, gigantesca, quase imbatível. Mas enquanto houver possibilidade de vida humana na Terra não resistirá à ação de Chronos - esse deus que perpetua a luta dos párias sociais pela soberania e equanimidade da verdadeira justiça.” (Sersank, 17mar2020)






segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Tristeza de fim de ano






VIDA QUE SEGUE
Sersank

Vira a noite para o Ano Novo.
É a mesma de ontem.
O dia virá.
Vai cantar o galo
ao amanhecer.
Seu canto será o de sempre
à espera do vir a ser.

Acordaremos
muitos de nós de ressaca
esperando por milagres
que nunca virão.

Há milhões em penúria.
Desempregados
em sérios dilemas
caminham sem teto.

Nações e povos se digladiam.
Violências explodem
gerando conflitos.

O mundo tornou-se uma bomba.
Sabe Deus o terror do pavio
que a celerada fome do ouro
nele instalou.

Logo, toda a luz dessa esperança acesa
na grande noite do último dia,
faz-se de volta
simples candeia.

Enfim,
o feliz ano novo
que desejamos a todos
pode não acontecer.

Talvez possa resumir-se
na felicidade relativa
de nos sabermos
presentes ainda
neste mágico
recanto cósmico
em que distantes de tudo
aprendemos com a natureza
a ter e demonstrar
amor pela vida.

A história humana
é o livro do esplendor contraditório
que pode nunca ter fim.
Os pobres deserdados deste mundo
ajudamos a escrevê-la.
E ela há de seguir seu curso
por muito tempo
assim.

Londrina, 31 de dezembro de 2019

sábado, 30 de novembro de 2019

Natureza




O NINHO 




Imagem do gooogle disponível em



Junto ao poste, em minha rua
mamãe Bem-te-vi fez ninho.
Mas hoje, que dor a sua:
caiu o bem-te-vizinho.

Começava a anoitecer.
A lua já se avistava.
Mãe Bem-te-vi a sofrer
por ele, triste, cantava.

Sem o namorado, agora,
perdera a noção da hora
teimava em deixar o fio.

Por fim, parou de cantar,
deixou-se triste a voar
e o ninho ficou,  vazio.

Sersank, 30nov2019

(Do livro “Novos Poemas de Sersank”)

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Poema de amanhecer









Art by Khosrow Amirazodi


NOITE
Sersank



Novembro.
Céu com nuvens densas
estrelas a contar nos dedos
luar ausente.
Pequeno avião passa piscando luzes
perde-se logo de vista
e me deixa a sensação de ter em vão perdido a vida
a ansiar por vitórias no mundo.

Acrisolado em meu corpo
o ser cósmico respira.
Todo o amor deste mundo
parece morrer
nesta noite sem lua.

A vontade imensa
de imergir na fornalha do sol
me estremece
faz-me ver que sob os pés
e diante dos olhos
tenho todas as maravilhas
mas sobre os ombros  
sistemas
regimes
seus contrastes e dores.

No céu essas nuvens densas.
Não há discos voadores
nada em que acreditar.




Londrina, 25nov2019

domingo, 6 de outubro de 2019

LIVROS








LIVROS DOUTRINÁRIOS DE SERGIO FERNANDES ALEIXO

Recentemente tive a ventura de receber, com preciosos autógrafos, alguns livros doutrinários do renomado escritor, pesquisador e palestrante espírita Sergio Fernandes Aleixo. Já o admirava, desde os tempos em que começou a escrever ainda bem jovem (anos 90) no periódico “A Voz do Espírito”, de São José do Rio Preto (SP), órgão mantido pelo Grupo Espírita Bezerra de Menezes. Foi um “presentaço” dele, não sei como devo retribuir.
Devo dizer que os li com o mais vivo interesse. Porque não são livros para se ler apenas e depois guardar na estante, onde vão ficar esquecidos. São livros para estudo contínuo. Elucidam, com fortes argumentos e sólido conhecimento doutrinário, questões profundas da existência humana e controvérsias lamentavelmente ainda existentes em relação a pontos importantes da Codificação Kardeciana, especialmente no tocante à estranha teoria do “Corpo Fluídico de Jesus”, consubstanciada na obra de J. B. Roustaing, (“Os Quatro Evangelhos” – A Revelação da Revelação) defendida desde sua fundação até recentemente pela Federação Espírita Brasileira. A propósito, ao que tudo indica, por força das improdutivas e desnecessárias dissidias que provocou no Movimento Espírita, esta obra tende a desaparecer do Catálogo Geral dos livros editados por aquela centenária instituição espírita. Esperamos que isso deveras aconteça.
Sergio Fernandes Aleixo, vai porém, ainda mais longe em suas didáticas e produtivas obras. Exegeta, avança pelo Antigo e Novo Testamentos para um destemido encontro com o “Espírito das Revelações”. E numa síntese que eu diria perfeita, com esteio nos lúcidos estudos e constatações de Allan Kardec, aclara os “Fundamentos da Relação entre o Espiritismo e o Cristianismo do Cristo”, onde destaca o ideal kardeciano de restauração do cristianismo primitivo, comprovando que  a figura do Espírito de Verdade  se identifica com a do próprio Cristo a trabalhar diretamente com Kardec na tarefa de constituição da Doutrina Espírita.
Em “O Mais Profundo Religar”, com prefácio do Médico Psiquiatra escritor e expositor do ICEB-Instituto de Cultura Espírita do Brasil, Jorge Andréa dos Santos, com a segurança de quem conhece profundamente a obra de Allan Kardec, o Professor e Pesquisador Sergio Aleixo nos traz em visão panorâmica os “Fundamentos Históricos e Conceituais do Espiritismo”. Livro lindíssimo.
Na obra “Com quem falaram os profetas?”, um livro de perguntas, mas de muitas respostas e que, a meu ver todos os evangélicos e católicos deviam ler, até para se auto abastecerem de conteúdos novos e indispensáveis na interpretação dos fatos bíblicos narrados, o autor traz à evidência os “Fundamentos Bíblicos da Fenomenologia Espírita” esclarecendo que os profetas não falavam diretamente com Deus, mas com intermediários d’Ele. Inclusive, Moisés. Aliás, Deus está tão acima dos homens que seria vã pretensão de qualquer mortal terráqueo ter o privilégio de falar com Ele. É claro que vão me objetar, com sua multidão de aloprados seguidores, os Senhores Waldemiro Santiago, R.R. Soares, Edir Macedo, Silas Malafaia e outros tantos pastores (e enganadores) que se autoproclamam “Procuradores de Deus”.
Carioca, Sergio Fernandes Aleixo (19out1970) graduou-se e se licenciou em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa pelas Faculdades de Letras e de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1990-1995). De família lusitana, foi católico até os dezoito anos quando leu, de Allan Kardec, “O Livro dos Médiuns”. Abraçando a causa, estudou a fundo o Espiritismo, se fez pesquisador, palestrante e escritor. Integra desde 1996 o quadro de expositores do ICEB e da AD-RJ, a qual presidiu.
Num de seus importantes livros, como forma de homenagear um dos maiores líderes e escritores espíritas recentes, o Professor e filósofo José Herculano Pires, falecido em 9 de março de 1979,  Sergio Aleixo brindou-nos com  “O Metro que Melhor Mediu Kardec”. Aliás, o título faz referência a uma citação de Emmanuel, pela mediunidade de Chico Xavier.
Quero ainda falar, em sequência, dessa obra monumental de sua lavra: “O que é o Espiritismo” -  um marco na literatura espírita contemporânea – (tem o lindíssimo, profundo e bem fundamentado prefácio da não menos admirável escritora e pesquisadora espírita Dora Incontri.)
Nesta sumária exposição analítica do Espiritismo em seu tríplice aspecto (Ciência, Filosofia e Religião), o autor em linguagem simples, faculta ao leitor o entendimento de questões relacionadas à mediunidade, à reencarnação, ao Evangelho, patenteando que o Espiritismo “é uma doutrina que abrange todo o conhecimento humano, acrescentando-lhe as dimensões espirituais para a visualização da realidade total.”
Por último gostaria de registrar que o livro “O Primado do Espírito”, do lúcido escritor Sergio Aleixo, eu o li de um fôlego, durante doze horas sucessivas, repassando páginas e confrontando citações e referências, enquanto me restabelecia de uma cirurgia abdominal. É um verdadeiro tratado sobre a necessidade de o Movimento Espírita Brasileiro primar pela pureza doutrinária das obras que se publicam. O autor distingue a verdadeira Metodologia Espírita, adotada e transmitida por Kardec aos espíritas do mundo.  Adverte quanto à aceitação e divulgação, até por conceituados líderes espíritas de teorias e concepções incompatíveis com ensinamentos dos Espíritos Superiores, sob a égide de Jesus (O Espírito da Verdade).
Também o cisma roustanguista, bem como as teorias estapafúrdias de J. B. Roustaing em sua obra “Os quatro Evangelhos”, há muitos anos divulgada pela FEB- Federação Espírita Brasileira, são nesta obra original, devidamente enquadrados e com lisura e sensatez devidamente rechaçados.
Sergio Fernandes Aleixo (18/10/1970) publicou pela Editora Lachâtre os títulos: Reencarnação (1999), “Com quem falaram os profetas?” (2000), “O Espírito das Revelações” (2001) E “O Mais Profundo Religar” (2003).
Pelo Centro Espírita Leon Denis publicou: “Meu novo nome” (2003).
Pela Editora Nova Era nos brindou com “O Que É O Espiritismo” (2003).

Pelo Grupo de Estudo, Ética e Cidadania deu a lume a obra “O Espiritismo Perante a Bíblia” (2009).
E pela ADE (RJ) – Associação de Divulgadores do Espiritismo, “O Primado de Kardec” (2011).























sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Homenagem a Batuíra




Túmulo de Batuíra


Inscrição na Lápide
Sergio de Sersank


Não creias tudo acabe sob a lousa fria
da terra que recobre os despojos carnais.
Nada sabe de Deus quem supõe “fantasia”
o haver vida abundante nos planos astrais.
Fita os astros no espaço. Ouve, que sinfonia!
Ciclos e mutações em pautas magistrais.
É a razão quem nos fala da Sabedoria
que sustém o universo e nos fez imortais.
Retrocede no tempo. O Evangelho do Mestre.
Redivivo, Ele torna ao cenário terrestre
e se faz a Esperança nos lares da dor.
Ergue os olhos ao céu d’onde todos provimos:
viajores do tempo, no espaço seguimos
para a glória da luz e as benesses do amor.
(Soneto classificado em 1º lugar no I Concurso de Poesia da ARTE POÉTICA CASTRO ALVES, de São Paulo (SP) em abril de 1991.)
....................
UM ESPÍRITA E ABOLICIONISTA 
BATUÍRA
“Se há uma figura na sociedade paulistana que mereceria muito mais destaque, esta figura é Antônio Gonçalves da Silva, o popular Batuíra. Nascido em Portugal em 1839, foi um homem de incrível personalidade. Depois de passar pelo Rio de Janeiro e por Campinas, fixou residência em São Paulo, onde adquiriu diversos lotes de terra na região onde hoje está a rua Lavapés. Figura incrível, foi entregador de jornais (Correio Paulistano), fabricante de charutos e dono de teatro. Mas destacou-se principalmente pela figura bondosa que era ao acolher escravos fugidos em sua propriedade, o qual só os deixava partir se alforriados pelos seus senhores, e também por sua notável dedicação ao Espiritismo.
Amigo de Azevedo Marques, conseguiu com ele a experiência necessária para em 1890 lançar o jornal “Verdade e Luz”, a primeira publicação dedicada ao Espiritismo em São Paulo, e que na época conseguiu a façanha de ter uma tiragem de 5 mil exemplares. No final da vida abriu mão de todos os seus bens para os mais pobres e sua casa abrigou a instituição beneficente “Verdade e Luz”. Posteriormente em sua homenagem a rua onde morava foi batizada de Rua Espírita, que existe até os dias hoje. Batuíra viria a falecer em 22 de janeiro de 1909 e curiosamente está sepultado bem próximo de seu grande amigo em vida, Joaquim Roberto de Azevedo Marques.”



Adquira o seu exemplar

Adquira o seu exemplar
livro.estadodeespirito@gmail.com

COMENTÁRIO DE ISABEL FURINI, laureada poeta e escritora sobre a obra poética "Estado de Espírito"

http://www.icnews.com.br/2013.03.05/negocios/livros-de-negocios/estado-poetico-de-espirito/

Pesquisar este blog

HINO OFICIAL DE LUIZ ANTONIO

Letra: Sersank (Sergio S. Cunha)
Música: Irineu Santa Catarina


Clique para ouvir

https://www.youtube.com/watch?v=FmWSt6RqGs4

BEBO PAROLAS EN ESPERANTO

ESPERANTO: La solvo (A solução)

ESPERANTO: La solvo (A solução)

Veja aqui a NOTA da Prefeitura Municipal de Londrina sobre o lançamento doLivro de SERSANK

http://www.londrina.pr.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17367:sergio-sesank-lanca-estado-de-espirito&catid=88:cultura&Itemid=975

EL VIAJE DEFINITIVO - Poema de Juan Ramon Jimenez

https://www.youtube.com/watch?v=GspatgDGhO8&feature=emb_rel_end